Economia
Balan�a comercial supera US$ 25 bi no ano
A balança comercial brasileira registrou superávit - diferença entre exportações e importações - de US$ 25,121 bilhões acumulados neste ano até setembro. O resultado é 41,2% maior do que o alcançado no mesmo período do ano passado e indica que o governo deve alcançar a meta de US$ 32 bilhões para este ano. Com esse superávit, a balança comercial brasileira supera, em apenas nove meses, o recorde histórico de US$ 24,831 bilhões registrado em todo o ano passado. Nos últimos 12 meses, a balança acumula resultado positivo de US$ 32,125 bilhões. No acumulado do ano, as exportações brasileiras cresceram 33% e chegaram a US$ 70,278 bilhões. As importações cresceram 29%, para US$ 45,157 bilhões. A meta do Ministério do Desenvolvimento para 2004 é atingir US$ 94 bilhões em exportações e US$ 62 bilhões em importações. Somente no mês de setembro, o superávit foi de US$ 3,172 bilhões - diferença de exportações de US$ 8,923 bilhões e importações de US$ 5,751 bilhões. Em relação a agosto, houve um aumento de 3,2% nas exportações e de 7,1% nas importações, o que resultou em um superávit menor. No início da semana, a agência internacional de classificação de risco Fitch melhorou a avaliação do Brasil e citou a performance positiva da balança comercial como um dos fatores para elevar a nota do país. A agência disse que o superávit no comércio exterior ajuda na redução do déficit público e demonstra compromisso do governo com a política de estabilidade econômica. A entrada de dólares no país por conta do comércio exterior tem sido o principal fator para o equilíbrio das contas externas e para gerar maior tranqüilidade no mercado sobre a capacidade de o país honrar suas dívidas em moeda estrangeira. Além disso, as exportações ajudaram a puxar o crescimento da economia brasileira de 4,2% no primeiro semestre de 2004. Por outro lado, o crescimento das importações, principalmente de máquinas e insumos para produção, mostra uma retomada da indústria nacional. A notícia positiva sobre o desempenho da balança comercial brasileira e a entrada de recursos recém-captados por empresas e bancos brasileiros no mercado internacional contribuíram para manter a cotação do dólar estável no Brasil, tendo em vista o novo recorde do preço do petróleo que deixou o investidor na defensiva.