loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Estado n�o evoluiu em saneamento b�sico

Ouvir
Compartilhar

CRISTINA LIMEIRA A questão da habitação sempre foi uma preocupação do homem desde o início de sua existência, quando o neanderthal procurava caverna para se abrigar. Hoje, em pleno século XXI, o homem ainda não conseguiu resolver plenamente esta questão e continua enfrentando a falta de um teto para morar. Além da moradia, outra exigência do mundo atual é que esse espaço não se limite apenas a um teto, devendo vir acompanhado de outros serviços básicos, como água encanada, energia e esgotamento sanitário, o que diferencia a casa do homem pré-histórico do moderno. Em Alagoas, segundo resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada na última quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os dados revelam uma gradual evolução na disponibilização dos serviços básicos para a população, mas ainda equiparam habitantes alagoanos no mesmo status do homem pré-histórico, em questão de saneamento básico, especificamente em esgoto sanitário. De acordo com a pesquisa, embora o atendimento por rede coletora de esgoto tenha registrado crescimento no país em 2003, na comparação com o ano anterior, em Alagoas caiu 3,15% no mesmo período. Enquanto no ano passado, dos 717.952 domicílios particulares pesquisados 151.096 eram servidos por rede coletora de esgoto ou fossa séptica, dos 719.357 domicílios pesquisados em 2002, 174.128 dispunham do mesmo benefício, o que exige que o Estado resolva questões como esta antes mesmo de executar obras em outras áreas, a exemplo do turismo, até porque uma pressupõe a outra. Em nível nacional, o número de domicílios que dispunham de esgotamento sanitário adequado cresceu 4,6% de 2002 para 2003. No caso do abastecimento de água, em Alagoas também houve queda de quase 2% no número de moradias atendidas de 2002 para 2003. No ano passado, eram 429.947 residências servidas por rede geral de abastecimento de água contra 443.775 em 2002. Em nível nacional, o crescimento no número de moradias atendidas por abastecimento de água no período foi de 4%. Já o número de moradias com serviço de coleta de lixo cresceu 3,84% e o número de domicílios com iluminação elétrica, 0,27%, no Estado. Em contrapartida, o número de domicílios com telefonia apresentou queda de 0,17%. Essa queda foi registrada em todo o país em função de o número de domicílios atendidos exclusivamente por linha móvel celular ter crescido praticamente o dobro. Na análise do IBGE, ?esses resultados podem ser um indicativo do uso desse tipo de linha, importante para a comunicação fora da moradia, para suprir a falta da linha fixa?. Bens duráveis No que diz respeito ao consumo de bens duráveis, a PNAD 2003 revelou que o número de domicílios com geladeira continua crescendo em Alagoas. De 2002 para 2003, a proporção de habitações com geladeira subiu 3,93%, passando de 464.336 em 2002 para 482.602 em 2003. No caso das máquinas de lavar, o número de domicílios com esse eletrodoméstico passou de 51.646 em 2002 para 56.317 em 2003, o que representa um aumento de 9,04%. Já a quantidade de habitações com freezer passou de 42.960 em 2002 para 44.875 em 2003, um aumento de 4,46%, enquanto os domicílios com rádio passaram de 563.055 em 2002 para 569.607 em 2003, 1,16% a mais. Somente o número de televisores caiu. Enquanto em 2002, 569.452 domicílios possuíam TV, em 2003 o número era de 569.147, 0,05% a menos. No caso dos microcomputadores, a existência do produto nas residências só começou a ser pesquisada pelo IBGE em 2001. Em 2002, dos 719.357 domicílios alagoanos pesquisados 29.250 tinham computador. Em 2003, dos 717.952 domicílios pesquisados 38.458 tinham computador e 31.133 tinham computadores ligados à Internet. Esses itens representam maior comodidade da vida moderna e, embora não estejam diretamente ligados aos serviços públicos, e sim a uma susceptibilidade de consumo, de certa forma, contribuem para a melhoria da qualidade de vida.

Relacionadas