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Economia

Cerca de 69% dos alagoanos ganham at� 1 sal�rio m�nimo

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PATRYCIA MONTEIRO São 2.924.829 alagoanos. Na terra de Zumbi dos Palmares, a maioria da população é parda ? cerca de 61,72%. Os brancos somam um contingente de 32,17% e os negros apenas 5,27%. Alagoas é um Estado jovem. Os habitantes que têm idade acima de 65 anos de idade representam apenas 5,62% da população. Entretanto, o universo composto por pessoas com idade de 0 a 19 anos corresponde a 44,30%. Mas as grandes diferenças não param por aí. No contingente formado por 1.133.203 pessoas ocupadas, 69,41% têm nenhum ou até um salário mínimo de rendimento mensal. Por outro lado, aqueles que têm remuneração acima de cinco salários mínimos se restringem a 50.826 habitantes - ou seja 4,48% do universo dos trabalhadores de Alagoas. ?Temos uma classe média muito reduzida?, diz o economista Adelmo Mota Mendonça, da Secretaria de Planejamento do Estado. ?Com isso se explica a falta de investimentos privados no Estado, afinal não temos um mercado consumidor de produtos que mantenha a dinâmica econômica?, completa. Outro dado agravante, segundo Mendonça, está no grande contingente formado pela mão-de-obra dedicada à atividade agrícola. No Estado, ela é maioria e corresponde a 41,21% dos que têm ocupação - contra 6,3% que atuam na indústria e 16,04 que trabalham no comércio. No total, são 467.026 trabalhadores rurais basicamente relacionados ao setor sulcroalcooleiro alagoano. ?Depois de aumentar a competitividade investindo em melhoramento genético e irrigação, há uma forte tendência de os empresários locais investirem na mecanização da colheita. Cada máquina agrícola pode fazer o trabalho de 100 cortadores de cana-de-açúcar, então resta uma dúvida: O que vamos fazer com essa grande massa de mão-de-obra que será excluída dos canaviais??, indaga o economista. Levando em consideração o baixo nível de instrução e o despreparo destes trabalhadores para o cultivo, Mendonça afirma que é necessário capacitar essa mão-de-obra o mais rápido possível, já que a transformação no campo deve acontecer a curto prazo. ?Mas isso não é tudo. É necessário se promover uma reforma agrária consistente no Estado para diversificar o padrão produtivo local. Isso seria possível com aquisição de terras no Litoral Norte, com topografia irregular ? o que dificulta a mecanização na cultura da cana?, sugere.

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