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PNAD tra�a retrato do Brasil e de Alagoas

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PATRYCIA MONTEIRO A sabedoria popular diz que só é possível conhecer alguém, de fato, quando se entra em sua casa. E é no espaço privado de cada cidadão do país que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) recolhe dados para traçar um dos principais retratos da realidade do Brasil, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD). Esta semana, foram divulgados os resultados do levantamento mais recente, que data de 2003. Nele, pode-se encontrar números específicos de Alagoas que conduzem à reflexão sobre o presente, o passado e, por que não dizer ? sobre o futuro do Estado. Nas páginas seguintes, o leitor da GAZETA vai se reconhecer nas estatísticas. Vai saber como é a vida de seus conterrâneos, considerando suas condições de moradia ? acesso aos serviços públicos de saneamento básico, iluminação e abastecimento de água -, sua renda e atividade econômica, bem como seu nível educacional. Vai entender por que, há tantas décadas, Alagoas não consegue atrair novos investimentos econômicos. Brasil No Brasil, foi verificada uma redução de 7,4% na renda média da população ? no espaço de tempo de 2002 a 2003. Entre os trabalhadores de menor remuneração houve perda de 4,2% nos rendimentos. Para aqueles de salários maiores, a diminuição da renda foi ainda maior, de 8,1%. Mas houve melhorias na qualidade de vida nacional. O que se verifica nos dados, comparado ao longo da década, é que o acesso do brasileiro à telefonia triplicou. Atualmente, 62% da população tem telefone em casa contra 20% no início dos anos 90. Na área de educação, observa-se uma evolução positiva no país. O nível médio de instrução no país era de 5 anos de estudo no ano de 1993. No levantamento atual a média de escolaridade brasileira subiu para 6 anos de estudo. Outro índice a ser celebrado é a redução do número de crianças que não freqüentavam a escola na faixa etária entre os 7 e 14 anos, que em 1993 era de 11,4%. Dez anos depois, esse percentual caiu para 2,8%. Na Região Nordeste, o percentual era de 16,6% e também foi reduzido para 4,0%. Em Alagoas, o índice de analfabetismo subiu de 31,2% para 32,1% - no período de 2002 para 2003. No Brasil houve uma crescimento de 3,6% no patamar de trabalhadores com carteira assinada, mostrando um redução no nível de informalidade no mercado de trabalho nacional. Outro bom indicativo foi a ampliação do uso de computadores no ambiente doméstico ? este, aliás, foi o bem durável que mais cresceu no Brasil. Segundo a PNAD, são 7,5 milhões de microcomputadores distribuídos nos lares brasileiros, sendo que 5,6 milhões contam com acesso à Internet. Só para se ter uma idéia da presença dos micros, de 2001 para 2002 seu crescimento foi de 15,1%. De 2002 para 2003 seu uso aumentou 11,4%. Curiosamente, no Brasil o número de trabalhadores que se dedicam à atividade agrícola diminuiu ao longo da década. Essa mão-de-obra representava 28,4% da população em 1992. No ano de 2002, correspondia a 20,7% dos brasileiros ocupados e em 2003, reduziu um pouco para 20,6%. Na contramão, os trabalhadores agrícolas ainda representam a grande maioria da mão-de-obra alagoana, cerca de 41%. Adiante, entenda como isso se traduz na realidade do Estado.

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