Economia
S� fatores externos amea�am Brasil, diz Palocci
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, levou na última sexta-feira para as reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial em Washington um discurso afinado com o otimismo das duas instituições em relação à economia mundial. E no que diz respeito ao Brasil, Palocci afirmou que não há riscos internos colocando em questão o crescimento do país, que só teria problemas se houver um agravamento inesperado de algum desequilíbrio internacional. ?O que pode trazer uma questão nova para o Brasil e outros países emergentes seria uma mudança de cenário mundial. É isso que esta reunião (anual do FMI e do Banco Mundial) deve avaliar e nós já começamos a fazer isso nas reuniões bilaterais e nas reuniões preparatórias?, disse à imprensa o ministro Palocci. ?Estamos avaliando o comportamento da política monetária americana, o comportamento do crescimento chinês e o comportamento dos preços do petróleo e vendo o que isso deve significar para o cenário futuro?. O ministro citou estes três riscos, mas disse que, entre eles, apenas o comportamento do petróleo ainda guarda mais incertezas. Petróleo Palocci afirmou, no entanto, que os efeitos sobre o Brasil são reduzidos pelo fato de o país produzir cerca de 80% do petróleo que consome. ?O problema vai ser mais grave para países como a Índia, que importa 70% de seu petróleo. No Brasil, é claro que o aumento dos preços do petróleo tem impactos internos na economia, mas isto está sendo administrado?, afirmou. Palocci disse que a política monetária americana deve ?continuar em bases transparentes? e, portanto, sem criar maiores problemas para o futuro. Em relação à China, o ministro disse que o ?pouso suave? da economia chinesa - que vinha crescendo em um ritmo rápido - ainda não aconteceu e que não há problemas em relação a isso no horizonte.