loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Risco-Brasil desaba 5% com rumor de capta��o de t�tulos

Ouvir
Compartilhar

O risco-Brasil desabou 5,17% e atingiu 440 pontos, o menor patamar desde o último dia 27 de janeiro. O indicador mede a desconfiança do investidor estrangeiro com os títulos da dívida externa do país. Quanto menor o risco, mais barata fica a tomada de empréstimo no exterior. Ontem, o C-Bond, principal título da dívida externa, subiu 1,13% e alcançou 100% do valor de face, o que não ocorria desde o dia 28 de janeiro. Ganhou força no mercado o rumor de que o governo prepara uma captação externa ou uma troca (?swap?) de papéis da dívida no valor de até US$ 1,5 bilhão. Se confirmada, essa operação pode reforçar as reservas internacionais do país e alongar o prazo da dívida pública. O calendário favorece essas especulações. No próximo dia 15, o governo fará o pagamento semestral dos juros do C-Bond, principal título da dívida. Ou seja, os investidores vão receber esses recursos e podem aplicar em novos títulos, de maior prazo e melhores condições. Segundo a consultoria Global Station, o Brasil foi o segundo país que mais reduziu o risco em setembro, com queda de 10,73%, mas continua em quinto lugar no ranking daqueles com os títulos mais inseguros para investimentos. O ambiente externo é favorável a uma captação soberana pelo Brasil. Em setembro, três agências de classificação de risco (S&P, Moody?s e Fitch) melhoraram a nota (?rating?) do Brasil. Além disso, o governo elevou a meta do aperto fiscal (superávit primário) de 2004, o que foi bem recebido pelos credores. Com a previsão otimista de a economia crescer mais de 4% neste ano, o país tem condições de lançar títulos da dívida por um custo menor e utilizar esses recursos para pagar os títulos que estão vencendo. No último dia 22 de setembro, o governo lançou 250 milhões de euros em títulos da dívida externa com prazo de oito anos. Foi uma reabertura da emissão feita no dia 8 de setembro no valor de 750 milhões de euros. O chamado risco-país reflete a percepção de segurança que os investidores externos têm em relação a um país. Esse risco é medido pelo número de pontos percentuais de juros que determinado governo tem de pagar a mais que os EUA para conseguir empréstimos no exterior. A maior economia do planeta é considerada de risco zero para o investidor. Na prática, um risco em torno de 400 pontos significa que o governo tem de pagar juros de 4% a mais do que os EUA para conseguir empréstimos no exterior. Quanto menor o risco, mais fácil e barato fica captar dinheiro no mercado internacional. O banco americano JP Morgan é responsável pelo cálculo do risco-país. Em 2002, com a especulação sobre as eleições, o risco-Brasil chegou a atingir o recorde de 2.443 pontos em 27 de setembro.

Relacionadas