Economia
Petr�leo fecha acima de US$ 51 em NY, novo recorde
O barril do petróleo cru para entrega em novembro, comercializado na Bolsa Mercantil de Nova York, fechou cotado a US$ 51,09 (alta de 2,36%) ontem, novo recorde no encerramento dos negócios. Durante o dia, o barril também bateu recorde, a US$ 51,25, maior valor na história da comercialização da commodity em Nova York. A nova ameaça no radar dos investidores é o temor de que a suspensão prolongada das atividades nas refinarias do Golfo do México, com a passagem do furacão Ivan pela região, afete o fornecimento nos EUA. Cerca de 29% (aproximadamente 480 mil barris) da produção nas refinarias da região permanece suspensa, três semanas depois que o Ivan atingiu a região, segundo o governo americano. O Hemisfério Norte acabou de entrar no outono, mas os investidores já temem que, no inverno, haja falta de combustível para aquecedores. Os investidores aguardam o relatório semanal do Departamento de Energia dos EUA, a ser divulgado hoje, para terem uma idéia da dimensão dos estoques da commodity no país antes que o frio chegue. O barril havia fechado em ligeira queda na segunda-feira, cotado a US$ 49,91, com uma nova trégua entre rebeldes e governo na Nigéria (sétimo maior exportador mundial de petróleo). As preocupações quanto à instabilidade do país ainda pesam, no entanto. No Iraque, prosseguem os atentados contra instalações petrolíferas. Segunda-feira, um novo ataque atingiu um oleoduto que liga as unidades de produção do norte e do sul do país, mas as exportações não foram afetadas. O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Purnomo Yusgiantoro, disse ontem que espera que os preços caiam no início de 2005 se os temores quanto à situação no Oriente Médio diminuírem.