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Obras suspensas em termel�trica de Messias

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PATRYCIA MONTEIRO O projeto que previa a construção de uma termelétrica no município de Messias está parado. Depois de investir R$ 2 milhões em Alagoas, a alemã Voigt Energy Corporation teve de protelar seus prazos para iniciação das obras porque ainda não teve garantias da Petrobras quanto o fornecimento de gás natural para iniciar suas operações. Metade do capital destinado à Termoalagoana ? que é como vai se chamar a unidade de geração de energia ? foi utilizado na busca por autorizações oficiais que garantiriam seu funcionamento obtidas junto ao Ministério de Minas e Energia e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). ?Há um ano e quatro meses a empresa alemã vem mantendo escritório no Estado, sem conseguir gás natural para seu funcionamento apesar do empenho do governo do Estado?, diz Enis Santiago, representante da empresa alemã em Alagoas. De acordo com ele, a Petrobras tem argumentado que não dispõe de gás para comercialização e que toda produção local está comprometida com antigos contratos. ?Entretanto, não achamos justo que o gás natural produzido em Alagoas não possa promover o desenvolvimento local, privilegiando o desenvolvimento da Bahia?, afirma, mencionando que dois terços do gás alagoano abastece a Bahia - sobretudo o pólo petroquímico de Camaçari e apenas um terço do gás natural de Alagoas, explorado pela Petrobras, fica no mercado interno e é distribuído pela Algás. ?Quem mais tem perdido com a lentidão da negociação com a Petrobras é o próprio Estado, pois estamos deixando de gerar empregos e de promover uma maior arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Produtos (ICMS)?, diz Santiago. De acordo com o representante da Voigt, durante os 18 meses de obras a nova termelétrica, serão gerados 850 empregos. Quando estiver produzindo energia, a Termoalagoana gerará outros 120 empregos diretos com mão-de-obra que será treinada para atuar na manutenção e operação dos equipamentos. A termelétrica de Alagoas foi priorizada em termos de investimento por parte da empresa alemã que pretendia, ainda, construir outras três unidades na Bahia, Pernambuco e Paraíba. ?Até os negócios da própria Algás teriam um incremento. Pois, quando estiver em plena atividade, a Termoalagoana consumirá 900 mil metros cúbicos de gás natural por dia?, afirma Santiago informando que a Braskem ? o maior cliente industrial da Algás ? tem um consumo diário de cerca de 250 mil metros cúbicos. De acordo com Santiago, a termelétrica tem potência instalada 150 megawatts de energia a ser comercializada no pool formado pelo governo federal. Para efeito comparativo, todo o Estado de Alagoas demanda 400 megawatts. Enis Santiago diz que aguarda uma nova posição da empresa petrolífera brasileira na semana que vem. Estão previstos, ainda, US$ 131 milhões em investimentos na termelétrica de Alagoas. ?Já temos até duas turbinas encomendadas à Siemens na Alemanha. Com a importação do equipamento pretendíamos, inclusive, fazer aquisição de R$ 50 milhões em precatórios alagoanos?.

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