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Produ��o industrial � destaque em semana enxuta

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Na semana truncada pelo feriado nacional da terça-feira, o indicador mais relevante de uma enxuta agenda é a produção industrial de agosto. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará os dados nesta segunda-feira, mas o resultado não deve fazer eco em um mercado financeiro de plantão. A inflação dificilmente será combustível para especulação na semana porque apenas um índice - primeira prévia do IPC-Fipe de outubro - tem anúncio previsto. O relatório Focus abre a semana com pesquisa do Banco Central (BC) com projeções de mercado para os principais indicadores econômicos deste ano e do próximo. Especialistas em inflação recomendam atenção à estimativa média para o IPCA de 2005. A desaceleração dos índices anunciados na semana deve favorecer a baixa das projeções para 2004, mas este ano está rifado. Nem a confirmação do prognóstico de IPCA médio mensal de 0,50% para o quarto trimestre do ano derrubaria a inflação deste ano abaixo de 7%. Jacques Zonichenn, gestor de renda fixa da Fides Asset Management, chama a atenção para o Focus, lembrando que nas últimas semanas a projeção média vinha dando sinais de piora antes de ocorrer qualquer mudança na mediana. ?Precisamos confirmar algum movimento da projeção média de inflação para esperar, em seguida, a revisão da expectativa para o IPCA de 2005 e esse movimento ainda não ocorreu?, explica Zonichenn. Na última edição do Focus, a estimativa média para a inflação oficial do próximo ano subiu de 6,02 para 6,10% e a mediana permaneceu em 5,80% pela segunda semana consecutiva. Essa mediana é o dado comparável ao alvo de 5,1% definido para 2005 pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião de setembro. Na sexta-feira, a desaceleração do IPCA de 0,69% em agosto para 0,33% em setembro acentuou a queda dos juros de prazos mais longos negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Os bancos mantêm, contudo, a perspectiva de aumento da Selic de 16,25 para 16,50% pelo Copom no dia 20. Mas as apostas em Selic a 17% na virada do ano diminuem com a redução das posições em aberto em contratos de depósitos interfinanceiros (DI). Para eventual realinhamento de projeções de juros e reposicionamento dos bancos, o comportamento da produção industrial em agosto ganha importância. As indicações mais recentes - divulgadas pela Confederação Nacional da Indústria e pela sondagem industrial da Fundação Getúlio Vargas - continuam mostrando atividade aquecida. E nível de atividade, capacidade utilizada na indústria, oferta e demanda agregada são alguns dos indicadores avaliados pelo Copom nas reuniões de conjuntura que antecedem a definição da Selic. De junho para julho, a produção industrial cresceu 0,5%, completando cinco meses seguidos de expansão. Em julho de 2004 frente a julho de 2003, a produção industrial brasileira aumentou 9,6%.

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