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Ind�stria surpreendee cresce pelo 6o m�s

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A indústria brasileira cresceu pelo sexto mês seguido em agosto, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação com julho, houve uma alta de 1,1%. Em relação a agosto do ano passado, a variação foi de 13,1%. A alta não era esperada pelo mercado. As apostas mais otimistas previam estagnação e as mais pessimistas, uma queda de até 1% da indústria em agosto. Para o economista-chefe da consultoria Global Station, Marcelo de Ávila, a capacidade instalada no limite e os gargalos de crescimento seriam os fatores responsáveis pela interrupção do crescimento. Além disso, analistas acreditavam que a expectativa por aumentos de juros ? o que efetivamente só aconteceu em setembro, quando o Banco Central elevou a taxa básica para 16,25% ao ano ? também conteriam a expansão do setor. Das 23 atividades pesquisadas pelo IBGE, 12 registraram crescimento de julho para agosto, com destaque para material eletrônico e equipamentos de comunicações (4,8%), máquinas e equipamentos (2,2%), refino de petróleo e produção de álcool (1,1%). Entre as categorias, as maiores altas foram verificadas em bens de capital (2,3%) e bens de consumo duráveis ? como carros e eletrodomésticos (2,2%). Entretanto, para o IBGE, o crescimento é consistente e deve continuar. ?Se no final do ano passado e nos primeiros meses desse ano se dizia que as exportações e a agroindústria sustentavam o crescimento industrial, os últimos índices mostram que também o mercado interno tem contribuído para esse avanço?, diz Silvio Sales, chefe de Coordenação da Indústria do IBGE. De acordo com Sales, outras estatísticas de conjuntura, como exportações e dados de inadimplência, mostram que não há ameaça de inflexão na curva de produção nos próximos meses?. Outra prova de que o crescimento é consistente é que a base de comparação em relação ao ano passado começa a se fortalecer. Com o fraco desempenho do 1o semestre de 2003, os resultados comparativos contribuíam para se obter valores mais altos. ?O efeito estatístico que favorecia esta comparação está perdendo efeito?, disse.

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