Economia
Empresas e emprego migram para o interior
O emprego formal caminha rumo ao interior do Brasil, com o crescimento do número de empresas fora das capitais, de acordo com dados do Cadastro Central de Empresa (Cempre) de 2002, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o instituto, os incentivos fiscais oferecidos pelos municípios, assim como uma infra-estrutura básica adequada foram os principais fatores para tal mudança na distribuição das empresas. As capitais têm perdido participação para os demais municípios não somente em relação às empresas, como também em relação aos empregos. De 1997 para 2002, a participação do total de empresas nas capitais brasileiras caiu de 32,4% para 30,6%. Em relação ao total de pessoas ocupadas, a participação das capitais passou de 41% em 1997 para 37% em 2002. Em termos regionais, o Sudeste registrou perda de participação no total das empresas brasileiras, passando de 52,8% para 51,4% entre 1997 e 2002. Já as regiões Norte e Nordeste ganharam participação no período e registraram as maiores taxas de crescimento, de 56,2% e 50,3%, respectivamente. O Cempre também revelou que o crescimento no número de empresas no país nem sempre esteve acompanhado de um aumento expressivo do número de postos de trabalho. A média de pessoas ocupadas por empresa passou de seis em 1997 para cinco em 2002. No período, o país ganhou cerca de 1,5 milhão de novas empresas. A cada novo estabelecimento, entretanto, foram criadas apenas 3,35 novas ocupações.