Economia
Tesouro estima crescimento menor do PIB
O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, afirmou, na última sexta-feira, que o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre não deve repetir o resultado dos trimestres anteriores. Segundo Levy, o que o governo busca agora é um ritmo que sustente o crescimento de forma ?saudável?. ?Estamos no sexto trimestre consecutivo de crescimento. Não se deve manter a taxa de 6% que tem sido observada, mas (o crescimento) deve continuar num ritmo bom?, afirmou. O percentual citado pelo secretário se refere à taxa anualizada do PIB com base na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. No segundo trimestre, o PIB superou as expectativas de analistas e cresceu a uma taxa de 5,7%. No primeiro semestre, o aumento foi de 4,2%. O secretário mencionou também o crescimento das exportações como resultado da posição adotada pelo governo na área fiscal. De acordo com Levy, este será o segundo ano de queda da dívida pública. A estimativa do secretário é de que a dívida pública encerre o ano na faixa dos 55% do PIB, o que representa uma queda de dois pontos percentuais em relação ao fim do ano passado. Em agosto, a dívida pública representava 54,1% do PIB. O secretário mostrou preocupação em melhorar a imagem do país no exterior. ?Na hora que começa a dar esses passos (agenda microeconômica) é importante olhar para fora para ver quais são as nossas forças e também para verificar o avanço dos outros?, disse. Segundo Levy, o governo tem desenvolvido um trabalho com agências internacionais e a evolução do país deverá se traduzir em redução de custos para captação de recursos. De acordo com o secretário, o governo não tem planos de fazer novas captações este ano. Apesar disso, Levy reconhece que a liquidez internacional continua positiva. Relatório Sobre o relatório da consultoria AT Kearney que colocou o Brasil em 17º lugar na preferência dos investidores, o secretário afirmou que é preciso olhar a pesquisa com atenção. O país passou do 9º para o 17º lugar e ficou na pior classificação desde o início da pesquisa, em 1998. Segundo Levy, cerca de 50% dos entrevistados achavam que o Brasil era um local arriscado para investir. Este ano, o percentual caiu para 35%. Para o secretário, o dado confirma a melhora do país na percepção dos investidores. Com relação à pesquisa divulgada na última quarta-feira pelo WEF (sigla em inglês), mostrando uma queda do Brasil da 54ª para a 57ª posição em atrativos para investimentos, Levy considerou o resultado como sendo fruto do choque externo sofrido pelo país no início do governo Luiz Inácio Lula da Silva. ?No ano que vem, se a gente continuar neste caminho que estamos hoje, vamos estar em uma posição muito melhor?, afirmou. Para fundamentar sua opinião, Levy citou a pesquisa feita pela consultoria internacional AT Kearney mostrando a melhora da percepção de risco em relação ao Brasil.