Economia
Arrecada��o de impostos bate �novo recorde em setembro
O país pagou este ano, até setembro, R$ 234,887 bilhões em impostos. Se corrigido pela inflação medida pelo IPCA, esse valor chega a R$ 240,417 bilhões, recorde para o período - e um aumento de 11,72% sobre os primeiros nove meses do ano passado. Só em setembro, a arrecadação foi de R$ 27,963 bilhões. ?Os resultados positivos que estão sendo alcançados ao longo desse período demostram um conjunto de fatores que passa pela melhoria sustentável, lenta e gradual da economia do país e à melhoria na eficiência da administração tributária?, segundo Ricardo Pinheiro, secretário-adjunto da Receita Federal. Apesar dos constantes recordes que a arrecadação de impostos bateu neste ano, Pinheiro diz que isso não é sinal para concluir que a carga tributária subiu. ?Ainda não é o momento oportuno para se especular sobre o aumento da carga tributária.? Para o secretário, o aumento da carga não se dá apenas pelo aumento efetivo da arrecadação. É necessário saber o real valor do PIB (Produto Interno Bruto). Acrescenta ainda que o crescimento é também reflexo do trabalho da Receita para minimizar o espaço para evasão fiscal. Segundo Pinheiro, ?se você passar uma percepção de ineficiência (da máquina tributária), que leva a uma sensação de impunidade, a norma jurídica não repercute no mundo real?. Desde o início do ano a arrecadação vem batendo recordes, em especial com a arrecadação da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), que subiu 24,13% no acumulado do ano, para US$ 57,703 bilhões. Esse efeito se deve ao aumento da alíquota da contribuição, com o fim da cobrança do imposto em cascata, e à mudança na legislação que estendeu a tributação a todos os produtos importados. Além da Cofins, tiveram desempenho altamente positivo a arrecadação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e do IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte). Nos primeiros nove meses do ano, o IPI-automóveis subiu 15,89%, refletindo o aumento da venda de automóveis. O IPI-Outros teve aumento de 14,88% no mesmo período. Para a Receita, isso se deve ao crescimento da indústria em geral - de janeiro a agosto, o setor cresceu 8,8%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IRRF-rendimento do trabalho subiu 14,53%, puxado por decisões da Justiça do Trabalho. O IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) subiu 12,68%, puxado pelo Ganho Líquido de Operações em Bolsa, com aumento de 128%. A única queda significativa registrada pela Receita nos nove primeiros meses do ano ocorreu no IRRF-rendimento de capital, que caiu 15,69%. Segundo a Receita, essa queda é explicada pela queda na taxa de juros em relação ao mesmo período do ano passado e pela estabilidade cambial.