Economia
AL perde posi��o para PE nas exporta��es
PATRYCIA MONTEIRO Alagoas perdeu posição no ranking dos estados nordestinos exportadores para Pernambuco. No último levantamento do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) informam que o estado vizinho passou a ser, em setembro, o quinto maior exportador da região, somando US$ 314 milhões em vendas no exterior. Alagoas, no mesmo período, totaliza cerca de US$ 293 milhões. No Nordeste, o principal exportador é a Bahia com US$ 2,8 bilhões em vendas, seguido do Maranhão, com R$ 955,1 milhões e o Ceará com cerca de US$ 627 milhões. Em quarto lugar está o Rio Grande do Norte que vem se destacando na balança comercial da região com US$ 429 milhões exportados e um crescimento de 121% verificado na comparação entre os desempenhos de janeiro a setembro de 2003 e 2004. De acordo com o economista Cícero Péricles, que também é professor do departamento de economia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a perda de posição de Alagoas para Pernambuco pode não ser um acontecimento sazonal. ?Embora o açúcar seja o principal produto comercializado pelos dois estados, em Pernambuco há um leque mais amplo de artigos comercializados no mercado estrangeiro?, afirma. De fato, o açúcar e álcool pernambucanos têm atualmente 34,8% de participação na balança comercial do estado. Em Alagoas, os dois produtos correspondem a 87,25% das exportações. Se adicionar o resultado de vendas do melaço alagoano no mercado internacional, pode-se dizer que o setor sucroalcooleiro detém 87,96% de participação na balança comercial do estado. ?Um dos pontos fortes das exportações pernambucanas este ano foi a retomada mais firme da comercialização de frutas tropicais que compensou um pouco as perdas das vendas do camarão para o mercado americano?, diz Péricles. Vale ressaltar que a participação do setor sucroalcooleiro nas exportações teve uma pequena redução no mês de setembro. Antes, o setor canavieiro totalizava 89,51% dos negócios internacionais do Estado. ?O que observamos é que houve um leve aumento das exportações do segmento de produtos químicos da Braskem e de outros setores como o cimento da Cimpor e o fumo produzido na região de Arapiraca?, analisa o economista. Na visão de Cícero Péricles, os bons resultados do Rio Grande do Norte são exemplos de que a diversificação da pauta de exportações é o melhor caminho para elevar o desempenho na balança comercial.