Economia
D�vida da Uni�o cresce R$ 9,53 bilh�es em setembro
A dívida do governo federal em títulos públicos cresceu 1,25% em setembro e chegou a R$ 771,30 bilhões, segundo nota divulgada ontem pelo Banco Central e pelo Tesouro Nacional. Em agosto, a dívida somava R$ 761,77 bilhões. O aumento foi causado por emissões de títulos públicos no mês passado e pelos juros incidentes sobre a dívida. Apesar do crescimento, ficou mais fácil para o governo pagar porque aumentou a parcela da dívida prefixada (cuja remuneração é definida no momento da emissão e, portanto, varia menos com o humor do mercado), que subiu de 16,66% para 17,46%, devido à emissão de R$ 6 bilhões em LTNs (Letras do Tesouro Nacional). A quantidade de títulos pós-fixados (remunerados com base na taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, que oscila com mudança nos humores do mercado) permaneceu praticamente estável - de 52,93% em agosto para 53% no mês passado. O aumento ocorreu após o resgate de R$ 1,7 bilhão em LFTs (Letras do Tesouro Nacional), que compensou apenas parcialmente os juros do período. Também caiu a parcela dos papéis indexados ao câmbio na composição total da dívida, de 13,15% em agosto para 12,32% no mês passado. Essa redução aconteceu após o resgate líquido de R$ 3,6 bilhões em títulos e a valorização do real de 2,56% em setembro - que teve impacto de R$ 2,5 bilhões. O objetivo do BC e do Tesouro é reduzir as dívidas em dólar e indexadas à Selic e aumentar a participação de papéis prefixados e atrelados aos índices de inflação.