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Economia

Banco Central quis mostrar independ�ncia

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A decisão do Banco Central de elevar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,50 ponto percentual, para 16,75%, superando as estimativas do mercado, indica que ele quis mostrar independência governamental, já que os indicadores de inflação apontam que não existe pressão de preços, observa o especialista da Universidade de São Paulo, Giancarlo Pereira. Ele criticou o sistema brasileiro que utiliza apenas a Selic para controlar a inflação. ?Pobre do país que só utiliza apenas o instrumento monetário para controlar o índice de inflação. Enquanto o país não abrir mais os mercados e não fizer a reforma Tributária, vamos viver nessa gangorra: qualquer pressão que existir, teremos que mexer na taxa de juros?, disse o especialista da USP. Ele destacou que os reflexos da pressão do petróleo no mercado internacional são motivos que também, segundo ele, devem ter influenciado o BC a aumentar os juros básicos da economia. Apesar do avanço da Selic, o especialista acredita que o movimento não deve abortar o crescimento econômico. ?A economia vai continuar crescendo, porém em taxas menores?, avalia. Mas ele observa que a falta de uma política industrial de longo prazo é um fator grave que impede o dinamismo econômico. ?Isso impede os investimentos de longo prazo. Os investimentos que ocorrem no País são pontuais?, disse. O especialista da USP avalia que, em novembro, o BC deve manter a Selic no mesmo patamar, em 16,75%.

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