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Recursos federais s�o vitais para Alagoas

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PATRYCIA MONTEIRO Em Alagoas, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil do Governo Federal paga a 30 mil famílias que redirecionam suas crianças para a escola um valor mensal de R$ 1,5 milhão. Essa verba mensal é superior, em volume financeiro, que a folha de pagamento de todos os trabalhadores do Distrito Industrial Luiz Cavalcanti ? o maior aglomerado de fábricas do Estado, que tem 3 mil trabalhadores com uma média salarial de R$ 400 mensais. Se, por um lado, os comparativos desanimam diante do quadro de pouca geração de renda da economia alagoana, por outro animam em relação aos investimentos sociais que são feitos graças aos recursos federais. ?Os programas sociais do governo central são positivos porque são massivos e capilarizados?, diz o economista Cicero Péricles. Segundo o professor da Ufal, o dinheiro dos programas sociais do governo federal tem como função essencial a criação de um mercado interno consumidor no Estado. ?Esses recursos chegam às famílias mais pobres e nas localidades mais distantes. São eles que movimentam parte considerável do comércio local e imprimem um certo ritmo à economia popular. O pequeno comércio e as feiras de bairros da capital e as do interior têm dinâmicas determinadas, em grande parte, por esta renda social?, afirma o professor da Ufal. Na visão do economista, além de gerar renda para os excluídos do Estado, os recursos federais têm presença importante também nos principais investimentos de infra-estrutura locais. ?Alagoas não tem condições financeiras de tocar, com recursos próprios, obras como o Canal do Sertão, Sistema Pratagy, recuperação de rodovias, aeroporto, macrodrenagem no Tabuleiro do Martins e modernização do Porto, por exemplo?. Péricles destaca, ainda, que a presença federal se faz sentir também nas políticas permanentes, como educação e saúde. ?Sem os recursos do SUS (Sistema Único de Saúde) e do Fundef, esses setores entrariam em colapso?, afirma. E, de fato, os investimentos federais na infra-estrutura, educação e saúde representam 25% do PIB alagoano.

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