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Produtos do coco ganham mercado internacional

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CRISTINA LIMEIRA Quando o paranaense Eduardo Queiroz desembarcou em Alagoas, em 1996, ele já sabia exatamente o que iria fazer no Estado: produzir revestimento para piso e móveis à base do endocarpo (quenga) do coco. O designer, que até então trabalhava com acessórios de moda em São Paulo, só não sabia que em pouco tempo seria um dos principais responsáveis pela diversificação da pauta de exportação de Alagoas, altamente dependente do açúcar. O empresário entrou no comércio internacional por meio de eventos comerciais e já exportou para os Estados Unidos, Europa, Arábia Saudita e África. Conquistar o mercado internacional, para Eduardo, não foi difícil. Difícil é atender à demanda crescente. Embora o empresário tenha matéria-prima de sobra para trabalhar, a tecnologia adotada ainda é escassa. A produção é artesanal e para chegar ao produto final o empresário teve de de-senvolver equipamentos próprios. Elitizado O produto final comercializado por Eduardo é considerado elitizado, por ter um custo relativamente alto, mas o grande barato é que o designer aproveita tudo de sua matéria-prima. O revestimen-to é feito de pastilhas da quenga do coco agregadas em placas. As pastilhas são tanto da parte interna quanto da externa do endocarpo do coco e o que sobra é prensado com a casca de arroz, de coco de dendê e de babaçu, dando margem a uma nova linha. O metro quadrado do revestimento custa R$ 145 e para atender à demanda o empresário teria de produzir dez vezes mais. Atualmente ele produz quatro mil metros quadrados de pastilhados por mês e a produção tem destino certo: a Flórida. Embora seja considerado caro, o produto criado por Eduardo é comprometido com o desenvolvimento sustentável e é altamente resistente. ?Ele não sofre ataques de cupins e nem de fungos e dura a vida toda?, resume seu criador. Eduardo emprega 62 pessoas e planeja abrir uma fábrica no Distrito Industrial Governador Luiz Cavalcante, no bairro do Tabuleiro do Martins. O investimento está orçado em 3 milhões de dólares e a produção estimada em 40 mil metros quadrados de pastilhados por mês. Hoje, sua fábrica está situada em Riacho Doce, litoral norte do Estado, e a principal matéria-prima é adquirida de duas indústrias alimentícias em Maceió.

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