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Nº 5717
Economia

Pro�lcool pode evitar crise no setor sucroalcooleiro

EDIVALDO JUNIOR O preço do açúcar despencou, nos últimos meses, na bolsa de Nova Iorque, podendo levar o setor sucroalcooleiro nacional a uma verdadeira depressão de preços. Nessa conjuntura, a reativação do Proálcool surge como esperança para uma cris

Por | Edição do dia 21/04/2002 - Matéria atualizada em 21/04/2002 às 00h00

EDIVALDO JUNIOR O preço do açúcar despencou, nos últimos meses, na bolsa de Nova Iorque, podendo levar o setor sucroalcooleiro nacional a uma verdadeira depressão de preços. Nessa conjuntura, a reativação do Proálcool surge como esperança para uma crise sem precedentes que pode levar à queda na produção e fechamento de indústrias. Nas últimas semanas, o preço do açúcar demerara vem oscilando entre US$ 110 e US$120 por tonelada. Há um ano, o produto era vendido, no mínimo, por US$ 150. A redução dos preços leva as indústrias a buscar, no Brasil, preços melhores. O aumento da oferta interna também pressiona, para baixo, os preços praticados no Brasil. A saca de 50 kg de açúcar que era vendida em Alagoas na média de R$ 28, em dezembro de 2001, hoje custa, em média, R$ 25. No mesmo período, o preço do álcool também caiu de R$ 0,61 para R$ 0,56 por litro de anidro. A queda dos preços do setor é decorrente da expectativa em torno da safra 2002/03, que está sendo iniciada no Centro–Sul, explica José Ribeiro Toledo Filho, diretor comercial da Cooperativa Regional dos Produtores de Açúcar e Álcool (CPRAAA). “A estimativa é de que a safra do Centro Sul seja recorde. No entanto, já iniciada a colheita, as projeções não estão se confirmando e os analistas estão fazendo uma correção para baixo. Ainda assim, o mercado trabalha, por enquanto, com os números maiores, o que mantém os preços baixos”, avaliou. Só no final de maio, quando a safra estará totalmente “desenhada” é que os preços serão realinhados, aponta Toledo. “Os compradores vão esperar para ver como será a safra paulista. Confirmada a produção recorde, haverá uma depressão dos preços, o que será um desastre para todo o setor”, enfatiza. Proálcool No meio desse cenário pouco convidativo, a luz que surge no fim do túnel para o setor sucroalcooleiro alagoano é a reativação do Proálcool, posição que passou a ser defendida por vários assessores do governo federal nas últimas semanas. “O governo já admite aumentar o percentual de mistura do álcool na gasolina para 26%. Mas só isso não será suficiente para evitar a crise”, afirma Toledo, defendendo a necessidade de que outras medidas estimulem o consumo do álcool combustível. “As indústrias deveriam aumentar a fabricação de carros a álcool. Também deveria ser incentivada a conversão, que já começou a ser realizada espontaneamente graças ao baixo preço do álcool”, pondera. Outra alternativa, segundo a CPRAAA, seria a exportação de álcool para o mercado externo. A Cooperativa aposta nesta possibilidade e já decidiu construir um terminal privado de exportação de álcool no Porto de Maceió, que deverá ficar pronto entre um a dois anos e custará entre R$ 1,5 a R$ 2 milhões. “Alagoas consome apenas 8% do açúcar e do álcool que produz. Nossa vocação é e sempre será exportadora. A construção do terminal vai tornar o Estado ainda mais competitivo na disputa pelo mercado externo”, destaca.

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