Economia
Safra 2004/2005 pode bater recorde de gr�os
A safra agrícola de grãos 2004/05 deve ficar entre 128,9 milhões e 130,9 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 8,1% a 9,8% em relação à produção do período 2003/04, que foi de 119,3 milhões de toneladas. Essa é a primeira estimativa para a safra deste ano divulgada pelo Ministério da Agricultura. Se confirmada a previsão, a nova safra representaria um recorde para a produção brasileira de grãos. O recorde anterior havia sido de 123,2 milhões de toneladas na safra 2002/03. A área plantada deve crescer entre 0,8% e 2,2%, principalmente devido à plantação de soja no Mato Grosso e de algodão em São Paulo, Paraná e Bahia. A plantação de soja brasileira deve ficar entre 59,5 milhões e 60,8 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 19,6% a 22,2% sobre a safra anterior. A plantação nacional de algodão deve crescer entre 4,3% e 10%, chegando até a 2,2 milhões de toneladas. Apesar da previsão de uma safra agrícola recorde, a renda dos agricultores brasileiros de grãos deve cair em 2005. Segundo o Ministério da Agricultura, isso se deve à queda no preço de alguns produtos agrícolas negociados no exterior e, principalmente, ao aumento dos custos de produção no país. Dados preliminares mostram que o agricultor brasileiro está reduzindo seus gastos em fertilizantes e máquinas agrícolas para reduzir esses custos. Ou seja, o produtor está utilizando menos tecnologia na plantação e contado mais com a ajuda do clima para garantir a sua produtividade. ?Há uma perda de renda prevista para o setor de grãos?, disse o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. ?Não é um cenário otimista. Mas o governo está preocupado com a renda dos agricultores?, afirmou. O setor de grãos representa 40% do PIB (Produto Interno Bruto) agrícola brasileiro. De acordo com o ministro, essa queda na renda deve ser compensada pelo aumento do faturamento nas plantações de café, cana-de-açúcar e suco de laranja, por exemplo. Dessa forma, o PIB agrícola brasileiro não teria redução em 2005. Para tentar garantir um nível mínimo de preços no mercado interno, o governo terá um orçamento de cerca de R$ 2 bilhões para compras de produtos e para opções de compras - R$ 527 milhões do Orçamento e mais R$ 1,5 bilhão de emendas parlamentares.