Economia
Compras de fim de ano e alta do petr�leo preocupam Copom
A alta do petróleo no mercado internacional e o aquecimento interno da economia, por causa das compras de fim de ano, levaram a uma alta acima do esperado dos juros, este mês, pelo Copom (Comitê de Política Monetária), que mostrou-se preocupado também com o adiamento dos reajustes de combustíveis. ?A deterioração marginal das expectativas de inflação dos agentes privados para 2005, mesmo após a mudança efetiva da postura de política monetária, é um alerta de que essas expectativas podem apresentar maior rigidez à queda do que se antevia?, disse o Copom em ata divulgada ontem. O Copom avaliou que a postergação do realinhamento dos preços dos combustíveis à cotação internacional do petróleo pode ?contaminar mais fortemente a inflação de 2005?. ?Uma mera protelação reduziria a eficácia da política monetária, ao estender o período durante o qual os agentes privados operam na expectativa de um choque inflacionário iminente?. O documento manteve a projeção de reajuste da gasolina, este ano, em 9,5%, e a de preços administrados e monitorados em 8,5%. Na semana passada, o Banco Central elevou a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, para 16,75%. O mercado previa, em sua maioria, alta de 0,25 ponto. Apesar de novamente notar que suas expectativas e as do mercado ? para a inflação deste ano e do próximo ? seguem acima das respectivas metas perseguidas, o Copom ressaltou que ainda trabalha com um ajuste gradual dos juros. ?Um aumento de 0,5 ponto neste momento é mais condizente com a magnitude do movimento total capaz de promover a convergência da inflação para a trajetória de metas e com velocidade ótima de implementação desse ajuste?.