Economia
Petr�leo testa ficar abaixo de US$ 50 e fecha em queda, na Bolsa de NY
O preço do petróleo voltou ao patamar de US$ 50 em Nova York, depois de cair a US$ 49,30 durante o dia de ontem, graças ao otimismo quanto à retomada das atividades nas refinarias do Golfo do México. O barril para entrega em dezembro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, encerrou o dia em queda de 3,15%, cotado a US$ 50,13. Com as atividades nas refinarias do Golfo do México ? que estiveram interrompidas desde a passagem do furacão Ivan, em setembro ? retornando ao normal, os investidores começaram a embolsar os lucros. Os preços já caíram quase 10% desde quarta-feira, quando foi divulgado um crescimento de 4 milhões de barris de petróleo nas reservas dos EUA. Apesar da queda de 2,4 milhões de barris nas reservas de destilados ? que incluem óleo diesel e combustível para aquecedores ?, a pressão sobre os preços diminuiu. Uma eventual escassez do combustível vinha sendo uma das principais causas do aumento da commodity devido à proximidade do inverno no hemisfério norte. A possibilidade de uma nova greve na Nigéria pressionou as cotações na manhã de hoje. O NLC (Nigeria Labour Congress, sigla em inglês para a principal central sindical da Nigéria) convocou, ontem, uma nova greve geral no país para começar em 16 de novembro, em protesto contra o aumento dos combustíveis no país. A Nigéria é o sétimo maior exportador mundial do produto e o quinto maior fornecedor dos EUA. O barril atingiu recordes históricos na semana passada, de US$ 55,67 durante as negociações e de US$ 55,17 em um fechamento ? repetindo o valor alcançado no dia 22.