Economia
Ind�stria da constru��o deve crescer 5% este ano
Brasília - O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, disse na última sexta-feira que o crescimento do setor deve ficar acima de 5% este ano. Ele também informou que a entidade já está trabalhando em parceria com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) para tentar reduzir os juros do financiamento habitacional de mercado dos atuais 12% para 9% ao ano já em 2005. ?Também estamos trabalhando com alongamento de prazos e aumento de percentual de financiamento ao mutuário final?, disse Simão, depois de um encontro com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Durante a reunião, Simão e outros integrantes da CBIC apresentaram a Palocci um conjunto de pedidos que incluem benefícios na área tributária e a liberação de recursos para investimentos em transportes e saneamento. As empresas do setor de construção civil querem, por exemplo, declarar Imposto de Renda (IR) pelo regime do Simples. Segundo a CBIC, a medida reduziria a informalidade e traria uma ganho de arrecadação para o governo. Outra reivindicação do setor foi que a alíquota de PIS e Cofins seja mantida em 3,65% a partir de 2006. O governo mudou a alíquota desses tributos para 9,25% este ano, mas fez um acordo com o setor de construção civil de que o aumento do percentual só seria feito em 2006 para as empresas desse segmento. ?Estamos pedindo ao ministro que relaxe esse prazo, porque os nossos projetos são de longa maturação?, disse Simão. Os empresários também cobraram do ministro uma definição sobre o volume de recursos que serão investidos em obras de rodovias e de saneamento no ano que vem. Eles querem, ainda, que a execução dos projetos seja mais ágil. ?Na questão dos transportes, queremos saber que verbas vamos ter em 2005. O saneamento também aflige. Sabemos que temos R$ 4 bilhões previstos, mas muito pouco desse dinheiro chega na ponta?, afirmou o presidente da CBIC. Mesmo assim, Simão elogiou a atenção que vem sendo dada pelo governo Lula ao setor de construção civil: ?Em nenhum governo o setor teve uma receptividade e uma parceira nos níveis que nós estamos tendo agora. É o primeiro governo que nos recebe com essa intensidade e com essa vontade de fazer?. O empresário disse também que apóia os projetos das Parceiras Público Privadas (PPPs), mas ressaltou que eles não vão resolver o problema do investimento no Brasil. A preocupação da CBIC é que as PPPs acabem fazendo com que o governo reduza as licitações tradicionais no país, o que poderia prejudicar a participação de empresas de menor porte nas concorrências.