Economia
Lei da oferta e da procura encarece estacionamento
Nas grandes cidades, nas quais o número de carros se multiplica rapidamente, a lei da oferta e da procura pode ser aplicada à risca no ramo dos estacionamentos. Ao mesmo tempo em que a necessidade de locais para estacionar os veículos é grande, se comparada com a frota, o número de terrenos disponíveis é cada vez mais raro. Logo, tanto o preço pago pelo consumidor pelo serviço, como o pago pelo proprietário pelo aluguel do ponto, acabam sendo altos. Chega-se a cobrar R$ 10 por uma hora de estacionamento num ponto central de São Paulo, por exemplo. Mas por outro lado, o proprietário do estabelecimento também faz um desembolso considerável na hora de pagar o aluguel do terreno. Um terreno na mesma localidade, de 800m2 - que abriga cerca de 80 veículos - não sai por menos de R$ 6 mil ao mês. Ali se cobra pelo menos R$ 5 pela primeira hora de estacionamento e entre R$ 100 e R$ 120 pelo ?mensal?. Outro fator ?pesado? é o seguro do estabelecimento, extensivo aos veículos dos clientes. Se a idéia for montar um estacionamento, não tem como fugir. É necessário um terreno plano e capital para o investimento inicial, já que o retorno pode demorar até dois anos. Estima-se que o valor inicial para um estacionamento de porte médio hoje seja de pelo menos R$ 50 mil, que inclui piso asfáltico no terreno, cobertura de vagas e informatização do negócio. Escolhido ?ponto?, a parte burocrática precisa ser seguida à risca. Um cuidado essencial é verificar se a Lei de Zoneamento Local permite a abertura do estabelecimento no terreno escolhido. Hoje, estima-se que boa parte dos estacionamentos não esteja funcionando de forma legal nas principais capitais do País. Outro cuidado é saber qual é a área mínima que pode ser utilizada. Estima-se que para cada veículo são necessários pelo menos 10 m2, entre a área do estacionamento e o local para manobras. Montagem Outras obrigatoriedades para que o estacionamento possa começar a funcionar são a planta aprovada e assinada por um engenheiro, o Habite-se, e um auto de vistoria válido, feito pelo Corpo de Bombeiros. Todo estacionamento deve ter afixado em local visível a sua capacidade, sinalização de entrada e saída de veículos, seguro obrigatório e a tabela de preços. Uma alternativa às áreas centrais, de muito movimento, mas de concorrência mais acirrada, são os bairros em que haja locais de movimento, como clínicas médicas, universidades, escritórios e comércio. Para se garantir um bom giro, também pode-se fazer acordos com os estabelecimentos próximos. Funcionários Um estacionamento com um bom movimento deve ter pelo menos três funcionários: dois manobristas e um gerente, que pode ser o dono do negócio. Num estacionamento de pouco movimento, as manobras e o caixa podem ser feitos pela mesma pessoa. Uma outra forma de explorar o local, além de serviço de garagem, é a venda de pequenos acessórios, a lavagem dos veículos ou mesmo uma pequena lanchonete, desde que haja um movimento condizente.