Economia
Estado apresenta evolu��o na oferta de servi�os
CRISTINA LIMEIRA Embora Alagoas não figure bem diante dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado dá sinais de que está andando na direção certa em alguns aspectos sociais. Mesmo atrasado do ponto de vista do saneamento básico, os dados do IBGE relativos a 2002 e divulgados na última quinta-feira revelam uma gradual porém lenta evolução na oferta de serviços básicos para a população especificamente em esgoto sanitário e coleta de lixo. Enquanto que em 2000, 91% dos domicílios alagoanos particulares permanentes tinham coleta de lixo na zona urbana, em 2002, o percentual saltou para 95,1%. Nas pesquisas, nos dois anos, o Estado permaneceu ocupando o segundo lugar em coleta de lixo perdendo apenas para o Rio Grande do Norte e se encaixando na média nacional que era de 91,2% e 95,3%, respectivamente. Alagoas só não evoluiu na destinação final do lixo considerada, nos dois anos pesquisados, inadequada em 93,5% do Estado, o que exige que o Estado resolva questões como esta antes mesmo de executar obras em outras áreas, a exemplo do turismo, até porque uma pressupõe à outra. O percentual de moradores em domicílios particulares no Estado que não tinham acesso a qualquer tipo de esgotamento sanitário também caiu de 7,7% em 2000 para 4,8% em 2002 na área urbana, estando ainda acima da média nacional que era de 2,9%. No caso da área rural também houve redução de 50,7% para 37,8% no mesmo período, também acima da média nacional de 32,9%. Tanto na zona urbana como na área rural, comparado ao demais estados nordestinos, Alagoas ficou à frente do Ceará, do Piauí e do Maranhão, que apresentaram índices elevados de moradias sem esgotamento sanitário. ?O Brasil ainda está muito atrasado do ponto de vista do saneamento, enfrentando ainda problemas de tratamento de esgoto e tratamento de lixo. Mas estamos andando na direção certa?, avaliou o biólogo Judicael Clevelario, responsável pela análise dos dados ambientais da pesquisa do IBGE. Apesar de o Estado ter apresentado queda no número de casas sem rede de esgoto, o volume coletado por dia com tratamento permaneceu inalterado: 26,4% muito abaixo da média nacional que é de 78,3%. Nesse quesito, Alagoas só perdeu para o Maranhão (17,9%). O estudo do IBGE também mostra que a esperança de vida ao nascer em Alagoas é a menor. Enquanto que no Brasil o tempo médio de vida era de 71,3 anos, em Alagoas o tempo médio era de 64 em 2003. Em 2002, a média brasileira era de 68,5 e a alagoana 63,2. A taxa de mortalidade infantil continuou sendo a mais alta do país. No Estado, o índice, em 2002, chegava 57,7 óbitos de crianças menores de um ano a cada mil nascidos vivos. No que diz respeito ao consumo de bens duráveis, o acesso à telefonia fixa caiu de 141,59, em 2001, para 128, em 2003, por cada 1.000 habitantes. Em contrapartida o acesso à linha móvel celular passou de 102,14 para 161 para cada 1000 habitantes, no mesmo período. Em 2002, o IBGE também incluiu na pesquisa o número de domicílios particulares permanentes e estabelecimentos de ensino fundamental e médio, com acesso à internet. Segundo os dados, dos 719 mil domicílios permanentes com computados, 23 mil tinham acesso à internet, o que representava 3,3%; de 3.501 estabelecimentos de ensino fundamental, 102 tinham acesso à Web; e de 259 estabelecimentos de ensino médio, 54 testavam interligados à rede mundial de computadores. Mesmo esses itens não estando diretamente ligados aos serviços públicos, e sim a uma susceptibilidade de consumo, eles representam maior comodidade da vida moderna e contribuem para a melhoria da qualidade de vida da população.