Economia
H� desenvolvimento sustent�vel em Alagoas?
PATRYCIA MONTEIRO Desenvolver economicamente promovendo a inclusão social e sem esgotar os recursos naturais - subentendendo que estes são também patrimônio das gerações futuras. Este é o princípio básico do Desenvolvimento Sustentável. O termo nasceu nos anos 80, mas foi difundido em 1987 pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida como Comissão Brundtland, que elaborou um relatório intitulado Nosso Futuro. Desde então, o desenvolvimento sustentável se tornou uma espécie de meta a ser perseguida por vários países e, como acontece com os ideais, encontra dificuldades para ser colocado em prática mesmo nos mais desenvolvidos deles. ?A conquista do desenvolvimento sustentável, atualmente uma aspiração de abrangência universal, toma feições concretas em cada país: nasce de suas peculiaridades e responde aos problemas e oportunidades de cada nação. A escolha dos indicadores de Desenvolvimento Sustentável reflete as situações e especificidade de cada país, apontando ao mesmo tempo para a necessidade de produção regular de estatísticas sobre os temas abordados?, diz o texto do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na publicação Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2004, divulgada esta semana. E é tendo como base o estudo recente, que podemos localizar as principais dificuldades encontradas em todas as unidades da federação brasileira, inclusive Alagoas, para alcançar esse tal desenvolvimento sustentável. De acordo com a pesquisa, houve uma redução do consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio e de compostos químicos como o CFC (clorofluorcarbono) e brometo de metila no País. Essas substâncias são utilizadas em setores industriais como refrigeração, espumas, agentes de processo e solventes. No período entre 1992 a 2003, o consumo de CFC caiu de 9.360 toneladas de PDO (Potencial de Destruição do Ozônio) para 3.281 toneladas. Já o HCFC (hidroclorofluorcarbono) aumentou de 223 toneladas de PDO para 753 toneladas. Segundo o IBGE, o único elemento que continua a aumentar a concentração é o ozônio. Na alta atmosfera, ele funciona como uma verdadeira barreira aos raios ultravioletas, mas na baixa atmosfera atua como um veneno. Nas próximas páginas (da 9 até a 12) o leitor vai encontrar não apenas os dados pesquisados pelo IBGE como também a opinião e análise de especialistas das áreas de meio ambiente sobre a situação do Estado. Os dados traçam um panorama sobre o meio ambiente alagoano, bem como seus indicadores humanos que traduzem a questão da eqüidade social. O leitor poderá saber como estão os investimentos públicos nas áreas de interesse ambiental e também se as atividades produtivas do Estado respeitam os recursos naturais que se pretende deixar como legado aos filhos e netos.