Economia
�lcool brasileiro deve conquistar Uni�o Europ�ia
PATRYCIA MONTEIRO Se o açúcar alagoano aguarda com uma certa ansiedade o fim do subsídio à produção de açúcar de beterraba na União Européia pode também ter boas notícias na abertura de cotas de exportação de álcool no bloco econômico formado pelos 25 países do velho continente. De acordo com Thierry Dudermel, conselheiro na Delegação da Comissão Européia no Brasil, a Europa, assim como o Japão, tem buscado cada vez mais alternativas de combustíveis limpos para substituir os derivados da produção de petróleo. ?Na União Européia, tem-se pensado muito na adoção do biodiesel derivado de óleos vegetais, mas eu diria que são grandes as chances da entrada do álcool no mercado europeu?, afirma. O representante da União Européia destaca que o álcool está na pauta de discussões comerciais entre Mercosul e o bloco europeu. Em relação à utilização de agrotóxicos e fertilizantes químicos na produção de cana-de-açúcar ? Alagoas é o maior consumidor destes defensivos químicos na Região Nordeste, segundo pesquisa divulgada semana passada sobre desenvolvimento sustentável no País - Dudermel acredita que estes não serão entraves para a entrada do açúcar e do álcool alagoano no mercado europeu. ?Barreiras ambientais não são pontos pacíficos na Organização Mundial do Comércio?, diz o conselheiro europeu. ?Os países em desenvolvimento têm repelido a imposição de barreiras ambientais no comércio mundial, alegando que são medidas protecionistas de mercado disfarçadas?, reflete. Segundo Dudermel, os próprios países exportadores é que terão de criar mecanismos internos para evitar que a produção industrial seja nociva ao meio ambiente. Investimentos No Encontro de Reflexão Cooperação União Européia-Brasil, que se encerra hoje no Recife, foram discutidos projetos do bloco econômico europeu para a América Latina e Brasil. Ontem, os representantes da União Européia anunciaram uma série de investimentos previstos para o período de 2005 a 2007. Na área ambiental brasileira está previsto o financiamento de 6 milhões de euros em um programa ambiental no País. As bases de financiamento e de cooperação aguardam publicação do governo federal para serem divulgadas, mas já se sabe que o projeto será de-senvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente.