loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Infla��o acumula 5,95% e j� supera do BC

Ouvir
Compartilhar

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou para 0,44% em outubro, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço interrompeu uma trajetória de desaceleração de dois meses seguidos. Em setembro, os preços haviam subido 0,33% e em agosto, 0,69%. O resultado de outubro ficou dentro das expectativas do mercado. De acordo com a última pesquisa Focus, analistas apostavam numa alta de 0,45%. Entretanto, nos dez primeiros meses deste ano, o IPCA já atingiu 5,95% e superou o centro da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central para 2004, de 5,5%. Porém, o BC também estipulou uma margem de erro de 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo. Para se manter dentro da meta prevista para este ano e controlar o avanço da inflação, o BC tem lançado mão de novos aumentos dos juros. Desde setembro, a taxa já subiu 0,75 ponto percentual e passou de 16% para 16,75% ao ano. O IPCA baliza as metas de inflação estabelecidas pelo Banco Central. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para decidir sobre a taxa de juros está marcada para a semana que vem. O mercado espera novo aumento de 0,5 ponto percentual, para 17,25%. Os índices de inflação têm apresentado comportamento divergente. O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) caiu praticamente pela metade e ficou em 0,39% em outubro, o menor patamar em um ano. Já o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) avançou para 0,53%. O IPCA-15, considerado uma prévia do IPCA, desacelerou para 0,32% em outubro, a menor variação registrada desde abril deste ano, quando a taxa ficou em 0,21%. A gasolina ficou 1,45% mais cara em outubro devido ao reajuste anunciado pela Petrobras no último dia 14. O álcool teve reajuste na bomba de 5,31%. Os dois combustíveis, juntos, tiveram o maior impacto sobre o IPCA, de 0,11 ponto percentual. Das 11 regiões metropolitanas que fazem parte da pesquisa, o maior índice do IPCA em outubro foi verificado em Goiânia (1,08%), devido ao reajuste de 20% da energia elétrica. Já a menor variação ocorreu no Recife (0,09%). São Paulo e Rio de Janeiro tiveram alta de 0,58% e 0,25%, respectivamente.

Relacionadas