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Ap�s Selic, juro volta a subir para empresa e consumidor

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Os juros subiram pelo segundo mês consecutivo para empresas e consumidores, segundo levantamento da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças). Para a pessoa física, a taxa média mensal de juros passou de 7,65% em setembro para 7,69% em outubro, uma alta de 0,52%. Para as empresas, a alta foi de 0,91%, passando para 4,42% ao mês. Segundo a Anefac, essa alta reflete a decisão do Banco Central, que elevou pelo segundo mês consecutivo a taxa básica de juros (usada como referência na economia) para 16,75% ao ano. O efeito no juro é de 0,04 ponto percentual ao mês e de 0,5 ponto percentual ao ano. De acordo com a Anefac, os juros das seis modalidades de crédito pesquisadas mensalmente registraram avanço em outubro. A maior alta foi registrada no CDC dos bancos, que passou de 3,52% em setembro para 3,63% em outubro, um aumento de 3,13%. O juro mensal do empréstimo pessoal dos bancos passou de 5,92% para 5,95%, um incremento de 0,51%. No crediário das lojas, os juros mensais avançaram de 6% em setembro para 6,03% em outubro, uma variação de 0,50%. A taxa média do cheque especial subiu 0,24%, passando de 8,28% em setembro para 8,30% em outubro. Foi a maior taxa cobrada para essa modalidade de crédito desde abril. Também subiu a taxa média dos empréstimos de financeiras, que passou de 12,15% em setembro para 12,16% ao mês em outubro. Foi a maior taxa já cobrada desde julho de 2004. No cartão de crédito, a elevação foi de 0,40%, passando de 10% em setembro para 10,04% ao mês em outubro. Empresas A taxa de juro média cobrada das pessoas jurídicas também voltou a subir em outubro, para 4,42% ao mês. Foi uma alta de 0,91%. A maior alta foi registrada no juro mensal do desconto de duplicatas, que subiu de 3,83% em setembro para 3,90% ao mês em outubro, um aumento de 1,83%. Os juros do desconto de duplicatas subiram 1,02% em outubro, passando para 3,98% ao mês. Varejo Após a última elevação da Selic, as redes varejistas colocaram em banho-maria a decisão de alterar os juros do crediário. A estratégia era tentar adiar a alta para o início de 2005, pelo menos, para evitar um efeito psicológico negativo nas vendas natalinas. As redes Extra e Carrefour informaram no final do mês que não iriam alterar os juros. A Casas Bahia está analisando a questão. A Panashop irá ?esperar um pouco mais? antes de optar por uma eventual subida. O Ponto Frio não se manifestou a respeito.

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