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OIA prev� d�ficit na produ��o mundial de a��car

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A produção mundial de açúcar durante a safra 2004/05 deverá ficar 1,816 milhão de toneladas abaixo do consumo do período, segundo estimativa da Organização Internacional do Açúcar (OIA), que consta no relatório trimestral da entidade divulgado na última sexta-feira. A produção foi estimada em 146,076 milhões de toneladas, aumento de 2,292 milhões de t em comparação com a safra 2003/04. A entidade avalia que os estoques mundiais de açúcar vão diminuir 2,577 milhões de toneladas para cobrir o déficit de produção e o aumento do consumo. A maior parte do déficit estará ligada à quebra de safra da Índia e os exportadores vão enfrentar uma severa falta de espaço nas origens se o país não importar tanto açúcar quanto está previsto, diz a entidade. Quanto aos preços, a OIA avalia que não há espaço para aumentos significativos porque o mercado estará bem ofertado. ?A dinâmica dos preços depois do primeiro trimestre de 2005 vai depender do tamanho da produção do Brasil na próxima safra e o volume de cana alocado para a produção de etanol?, diz a OIA. As informações são da Dow Jones. A OIA diz estar confiante que a expansão da safra de cana no Brasil fornecerá material suficiente para o crescimento da produção e das exportações de açúcar em 2004/05, apesar do aumento do uso da cana para fabricação de etanol. Exportação Na safra 2004/05, o Brasil deverá exportar 2,52 bilhões de litros de álcool, de acordo com a nova estimativa da Datagro. Desse total, 1,8 bilhão de litros será exportado pelo Centro-Sul e 720 milhões de litros pelo Nordeste. Segundo Plínio Nastari, da Datagro, esse aumento na expectativa de exportação não deverá provocar desabastecimento no mercado interno. Nastari disse que mesmo considerando um aumento das vendas dos carros Flex Fluel a falta de combustível está praticamente descartada. ?Os estoques de passagem serão pequenos, mas já está se pensando em um adiantamento da colheita, o que vai injetar álcool na próxima safra no mercado e aumentar a oferta do produto?, disse. Nastari disse também que os preços não devem subir mais que o atual patamar. Segundo ele, o preço do álcool já atingiu o seu pico e não deve ultrapassar esse valor. O Indicador Semanal da Esalq estava em R$ 0,97736 por litro de anidro na semana passada, a maior cotação desde maio de 2003. Nastari também estimou a produção de álcool do Centro-Sul em 13,5 bilhões de litros e do Nordeste em 1,8 bilhão de litros. O consultor está prevendo que, na safra 2004/05, o mix de produção fique em 49,73% de açúcar no Centro-Sul e 50,27% de álcool ante 47,96% de açúcar e 52,04% de álcool na safra passada.

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