Economia
Economistas do PT dizem que governo � pauperizador
Mais de um ano depois de causar alvoroço com um manifesto contra a política econômica do governo Lula, economistas ligados ao PT voltam à carga em um documento com divulgação prevista para o próximo dia 22. Sob o título ?E nada mudou?, o manifesto, que qualifica como ?agiotagem? a elevação da taxa de juros básica para 16,75% é ainda mais virulento que o anterior. Citando as taxas recordes de desemprego nas regiões metropolitanas, o documento afirma que o Brasil está vivendo ?a maior crise social da história?. E desdenha o crescimento econômico previsto este ano: ?O ligeiro suspiro de crescimento não muda o caráter excludente e pauperizador da política econômica?. O núcleo de economistas é praticamente o mesmo do anterior: Plínio de Arruda Sampaio Jr., da Unicamp; Reinaldo Gonçalves, da UFRJ; Carlos Eduardo Carvalho, da PUC-SP; entre acadêmicos, diretores de conselhos de classe, sindicatos e representantes de movimentos sociais, como João Pedro Stédile, do MST. O primeiro documento, chamado Agenda Interditada, chamou a atenção não só pela quantidade de nomes vinculados ao PT, mas também por ostentar, dentre os 291 signatários, pelo menos 18 economistas do BNDES. ?A política econômica do governo coloca a sociedade brasileira em uma armadilha de tal forma que qualquer ameaça ou chantagem, externa ou interna, é enfrentada com medidas monetárias e fiscais restritivas que agravam a crise social?, diz o manifesto. Para retomar ?um projeto nacional de desenvolvimento?, os economistas sugerem medidas como redução drástica da Selic, controle do fluxo de capitais externos, cancelamento do programa de Parcerias Público-Privadas, redução do juros bancário, reforma fiscal e auditoria na dívida externa.