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Montadoras querem inserir Brasil na rota mundial

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As montadoras instaladas no país querem colocar o Brasil na rota dos investimentos mundiais do setor. Para disputar lugar com países do Leste Europeu, China e Índia, os brasileiros terão de provar para as matrizes que o país oferece condições de crescimento duradouro e previsível. Para a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), essas condições podem ser criadas por meio de um plano industrial para o setor automotivo. Esse plano deve prever incentivos para os investimentos, produção, vendas e utilização do veículo. Para colocar em prática esse plano, a Anfavea já entregou um esboço para o Planalto. O objetivo da entidade é criar condições para reverter a trajetória dos investimentos no setor automotivo. Em 1994, por exemplo, a indústria investiu US$ 2,2 bilhões no país, que possuía 210 modelos de veículos. Dá uma média de US$ 10 milhões por modelo. Em 2003, com 500 modelos em fabricação, foram investidos US$ 1,3 bilhão. Ou seja: US$ 2 milhões por modelo. A Anfavea quer triplicar o montante investido para que a média, por modelo, alcance a cifra de US$ 6 milhões. ?Nosso desafio é o investimento. Não é mais acabar com o estoque nos pátios?, disse o presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb. Esboço Sem detalhar o esboço do plano setorial, a Anfavea informa que o projeto tem de oferecer mais do que benefícios fiscais para o consumidor. ?Descartamos ações pontuais, imediatistas e de curto prazo. Precisamos de medidas que tragam crescimento sustentado, previsível e de longo prazo?, disse Golfarb. Segundo ele, o plano tem de promover uma reestruturação tributária para desonerar os investimentos. ?Não queremos tratar apenas de IPI e ICMS. Precisamos discutir o PIS e Cofins que oneram os investimentos, como os incidentes na engenharia?. A Anfavea também quer rediscutir as garantias jurídicas de retomada dos bens dos inadimplentes. O objetivo é facilitar a retomada e dessa forma baratear o custo do financiamento.

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