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Economia

Desde o in�cio da hist�ria de AL, cana-de-a��car � predominante

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PATRYCIA MONTEIRO A razão para que as maiores riquezas alagoanas derivem da produção de açúcar e álcool tem origem histórica. Na época do Brasil Colônia, era o Estado português que determinava o modo de produção, a distribuição de terras e fazia o controle das exportações. Nenhuma atividade podia concorrer com a produção açucareira e, mesmo com a proclamação da independência do Brasil, a abolição da escravatura e a instituição da República, houve poucas mudanças no modo de produção local. ?Alagoas foi colonizada tendo como atividade econômica mais dinâmica a agricultura canavieira, complementada pela produção de alimentos e pela pecuária?, relata o estudioso Manuel Correia de Andrade, no livro Área do Sistema Canavieiro. ?Durante vários decênios, os vales dos rios a as margens mais ocidentais de suas lagoas foram sendo ocupados por canaviais que substituíram as matas, enquanto no litoral se desenvolvia a cultura do coco-da-baía?, completa. A passagem entre a fase dos engenhos bangüês, unidades primitivas produtoras de açúcar, para transformação de unidades industriais, engenhos centrais, só se deu no Estado a partir de 1875, quando o Império decide reagir à concorrência instituída pelo açúcar de beterraba europeu. Assim, em 1892, é inaugurada a primeira usina de Alagoas, com o nome de Brasileiro. Depois vieram a Central Leão, a Serra Grande e a Cansanção do Sinimbu. As usinas tomaram o lugar dos engenhos e superaram as suas produções a partir da safra de 1922/23 porque tinham mais capital e tecnologia, oferecendo maior rentabilidade. E apesar de ter recebido investimentos em outras áreas, como no setor químico, na década de 1970, a base da economia do Estado permaneceu vinculada à cana.

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