loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 25/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

INADIMPLÊNCIA CRESCE E ATINGE 65 MIL FAMÍLIAS MACEIOENSES

De acordo com pesquisa da Fecomércio, 21,6% das famílias estavam com contas em atraso na capital alagoana em julho deste ano

Ouvir
Compartilhar

A inadimplência das famílias de Maceió voltou a crescer entre os meses de junho e julho. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), que é realizado pelo Instituto Fecomércio Alagoas, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que 65 mil famílias não conseguiram pagar as contas. Os dados ressaltam que a inadimplência chegou ao patamar de 21,6%. De junho a julho, o levantamento demonstra um acréscimo de pelo menos duas mil famílias com contas em atraso. O mês de julho também registrou a maior taxa de maceioenses com alguma dívida em 2022.Segundo o levantamento, 71,1% das famílias da capital alagoana estão endividadas.

Em se tratando do impacto do endividamento no orçamento familiar, 88% dos endividados estão com entre 11% e 50% do salário comprometido com dívidas. Neste aspecto, Hortencio ressalta que o indicado para ter uma vida financeira saudável é não ultrapassar o limite de 30%. Para o economista e coordenador do Instituto Fecomércio Alagoas, Victor Hortencio, o panorama apresentado pelas pesquisas é reflexo da queda do poder de compra da população, provocada por uma pressão inflacionária de dois dígitos, que força as pessoas a se endividarem para conseguir manter o padrão de consumo, em meio a volta da normalidade no funcionamento dos setores de bens e serviços, antes contidos devido às restrições da pandemia de Covid-19.

O cenário local, alcançado após cinco altas consecutivas, acompanha, de maneira mais comedida, o que tem sido registrado em um contexto nacional. De acordo com a pesquisa da CNC, que abrange todas as capitais do país e o Distrito Federal, o nível de endividamento do brasileiro chegou, em julho, ao maior patamar dos últimos doze anos, com 78% das famílias nessa condição. A segunda metade de 2022 começou com 29% das famílias brasileiras com algum tipo de conta ou dívida atrasada. Esse é o maior percentual de inadimplência registrado desde 2010, quando a PEIC iniciou a apuração mensal. Houve aumento de 0,7 ponto percentual na comparação com o mês anterior e de 6,6 p.p. em relação a julho do ano passado. O percentual de comprometimento da renda permanece no mesmo valor, em 30,4%, desde abril, mas 22% dos brasileiros estão com mais da metade dos rendimentos comprometidos com dívidas. “A alta dos indicadores de inadimplência, após queda nos meses de abril, maio e junho, indica que as medidas extraordinárias de suporte à renda, como os saques extras do FGTS e a antecipação do 13º salário aos beneficiários do INSS, aparentemente tiveram efeito momentâneo no pagamento de contas ou dívidas já atrasadas, concentrado no segundo trimestre deste ano”, analisa o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

* Com Assessoria.

Shorts Youtube
Play
Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Play
Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Play
Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Play
Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Play
Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Relacionadas