Economia
Combust�veis elevam infla��o em novembro, diz IBGE
O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) subiu para 0,63% em novembro, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No mês anterior, o índice de inflação havia apurado alta de 0,32%. O IPCA-15 funciona como uma espécie de prévia do IPCA, o índice oficial que baliza as metas de inflação defendidas pelo Banco Central. O IPCA de outubro ficou em 0,44%. Os combustíveis foram os principais responsáveis pela maior pressão nos preços. A gasolina ficou, em média, 3,19% mais cara para o consumidor. Além do aumento da gasolina, que teve reajuste anunciado no dia 14 de outubro pela Petrobras, o álcool também contribuiu para acelerar ainda mais a inflação. O preço do litro do álcool subiu 9,59% com os reajustes praticados nas usinas. O aumento dos preços dos combustíveis interferiu também na aviação. As passagens aéreas tiveram alta de 5,93% nos preços. Já o gás de cozinha, combustível de uso doméstico, subiu 1,46%. Neste mês, os alimentos contribuíram menos para segurar a inflação. Em 2004, eles têm atuado, mesmo em períodos de entressafra, como moderadores da inflação. Em novembro, eles registraram leve queda de 0,05%. Mesmo entre os itens que tiveram queda significativa de preço, nos meses anteriores haviam tido redução mais acentuada. As hortaliças registraram queda de 1,20%. Em outubro, os preços caíram 8,46%. O aumento continuado de preços no setor siderúrgico já dificulta a compra de carros novos. Eles subiram 1,20% este mês. Com a segunda parcela de reajuste para corrigir a diferença entre o IGP-DI e o IPCA, o telefone fixo registrou alta de 1,17%. De olho na percepção do mercado sobre a inflação do próximo ano, o Banco Central elevou a taxa básica de juros em 1,25 ponto percentual desde setembro. A expectativa de analistas para o fim do ano é de um novo aumento. Segundo a última pesquisa Focus, o mercado estima que a Selic chegue a 17,5% ao ano em dezembro. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 6,64% e, nos últimos 12 meses, de 7,13%.