Economia
PREÇO DA CESTA BÁSICA EM MACEIÓ PODE VARIAR EM ATÉ 98%, DIZ PROCON
O preço da cesta básica em Maceió pode variar em até 98%, de acordo com dados divulgados pelo Procon municipal nessa terça-feira (6). A pesquisa foi realizada em seis estabelecimentos da capital, consultando 13 itens, como arroz parboilizado, açúcar, feijão, farinha de milho flocada, macarrão, entre outros. O leite em pó apresentou a maior oscilação.
De acordo com o Procon Maceió, a cesta básica mais barata comercializada na capital alagoana é vendida por R$ 59,20, já a mais cara é vendida por R$ 117,17. A cesta básica pesquisada pelo Procon é composta com um item de cada produto.
A pesquisa aponta, ainda, que houve item que teve aumento de 17%, comparado com a pesquisa divulgada no mês passado, como, por exemplo, o preço do quilo do arroz parboilizado. Já o açúcar refinado apresentou uma redução de 12%, em comparação com a pesquisa do mês anterior.
Na pesquisa divulgada ontem, o leite em pó é o produto que apresenta a maior oscilação. O item pode custar R$ 2,99 em um estabelecimento e R$ 16,98 em outra, o que significa uma alta de 467%. De acordo com o diretor-executivo do Procon Maceió, Leandro Almeida, o intuito de realizar e divulgar a pesquisa é comparar os preços dos estabelecimentos.
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“Nossa intenção é também facilitar, para que os consumidores possam economizar nas compras”, pontuou. Leandro Almeida ressalta que para os outros serviços e atendimentos do Procon Maceió, o consumidor pode entrar em contato pelos telefones 0800 082 4567 ou pelo WhatsApp (82) 9 8882-8326.
Em todo o Brasil, a inflação superior a 10% nos preços ao consumidor, nos últimos doze meses fez com que muitas famílias substituíssem produtos que costumavam comprar por similares mais baratos. Um exemplo é a troca de carne bovina por frango e ovos.
Esse é um dos dados apresentados pela Abras, a Associação Brasileira de Supermercados, no mês passado, quando divulgou dados do setor de junho e do primeiro semestre de 2022.
Também foram divulgados dados da variação de preços da cesta dos 35 produtos mais consumidos nos supermercados. Entre os vilões do primeiro semestre, estão o leite, com aumento de quase 11%; e do feijão, que ficou 9,5% mais caro no período. Já a cebola, o tomate e a carne bovina dianteira ficaram um pouco mais baratos, com quase um por cento de redução. Já a cesta básica aumentou em 13% no primeiro semestre deste ano, e tem o preço mais alto na Região Sul: R$ 878. Já a Região Norte teve o menor valor, com R$ 691.
Apesar do aumento de preços, o setor está otimista para o segundo semestre, e a Abras estima um crescimento entre 3% e 3,5% no consumo até dezembro. Isso porque, segundo Márcio Milan, o aumento do valor do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, a partir de agosto, que deve injetar R$ 41 bilhões na economia até dezembro.
Outro reforço, segundo o dirigente, virá do pagamento do 13º salário para trabalhadores formais e servidores públicos, e ainda duas parcelas de restituição do imposto de renda, em agosto e setembro.
A Abras salienta ainda que, apesar da alta dos preços, o consumo nos lares cresceu 6,3% de janeiro a junho deste ano, em comparação com o mesmo período de 2021. A recuperação do consumo das famílias se reflete também na criação de empregos, segundo a Abras. Foi relatada ainda a criação de 1,3 milhão de vagas em supermercados, de janeiro a junho deste ano.