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Mercado eleva previs�o de infla��o de 2004

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O mercado reduziu seu prognóstico para a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2005, de 5,9 para 5,8%, após três semanas de manutenção, mostrou a pesquisa Focus do Banco Central ontem. Já a estimativa para a inflação em 2004 subiu, de 7,18 para 7,26%, segundo a mediana de cerca de 100 instituições financeiras. Para a inflação nos próximos 12 meses, ela aumentou de 6,22 para 6,25%. As novas estimativas são divulgadas na semana seguinte ao reajuste de combustíveis da Petrobras e à ata do Copom. O Focus mostrou ainda que a previsão para a taxa de câmbio no final deste ano caiu de 2,90 para R$ 2,86, enquanto para o fim do próximo ficou estável em R$ 3,05. Para a taxa básica de juros no fim de 2004, o prognóstico subiu de 17,50 para 17,75%. Para 2005, ele permaneceu em 15,50%. A previsão para o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) este ano passou de 4,61 para 4,66%, enquanto para 2005 manteve-se em 3,5%. A expectativa para o superávit da balança comercial em 2004 permaneceu em US$ 33 bilhões, e para 2005 caiu de 27,30 bilhões para 27,15 bilhões. A projeção para a inflação em novembro passou de 0,62 para 0,65%, e para dezembro subiu de 0,55 para 0,59% pelo IPCA. IGPM A inflação pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) acelerou fortemente em novembro, em linha com as previsões, pressionada sobretudo por maiores custos de combustíveis. O IGP-M subiu 0,82%, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), contra alta de 0,39% em outubro e em linha com a previsão média de analistas de mercado. Os prognósticos variaram de 0,75 a 0,86%. Apesar da forte elevação, essa foi a quinta vez no ano em que a taxa ficou abaixo de 1%. O Índice de Preços no Atacado (IPA) avançou 0,99% este mês, ante 0,44% em outubro. O IPA industrial avançou 1,87%, acima da alta de 1,31% no mês passado. O IPA agrícola caiu 1,50%, abaixo do declínio de 1,98% em outubro. As maiores altas no atacado foram registradas por óleos combustíveis ? de 10,15% ?, álcool etílico hidratado ? de 10,85% ?, óleo diesel ? de 3,05% ? e querosene pata motores ? de 10,14%. Os combustíveis vêm subindo devido ao reajuste de outubro da Petrobras e das usinas de álcool, e aos elevados preços internacionais do petróleo.

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