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D�lar fecha com maior queda desde 2002

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O dólar à vista caiu 1,01% ontem e encerrou o dia valendo R$ 2,718 na compra e R$ 2,720 na venda, novo piso no ano. Com isso, a moeda encerrou o mês de novembro com queda de 4,80%, a maior desvalorização mensal desde abril de 2003, quando a moeda americana caiu mais de 13%. O bom momento dos mercados em geral levou a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a subir 1,10% nesta terça-feira, atingindo o recorde histórico de 25.128 pontos. Com esse resultado, o Índice Bovespa teve valorização de 9,01% em novembro, seu melhor resultado mensal em 2004. João Medeiros, diretor da corretora Pioner, uma das maiores de São Paulo, resume bem o clima nas mesas de câmbio. ?Não há piso para o dólar. Estamos pulando em um ?bungee jump?, sem saber onde vamos parar, e se a corda vai agüentar?, brinca Medeiros. Medeiros atribui ao ataque mundial contra o dólar grande parte da queda do dólar em novembro, fortalecendo o real. Isso porque o euro bateu sucessivos recordes contra o dólar, com os investidores internacionais em busca de diversificação nos investimentos. Medeiros diz não duvidar de que a moeda cairá a R$ 2,65 já no curtíssimo prazo, mas acredita que o euro vai dar o tom das oscilações. O Banco Central, por sua vez, garante que não haverá intervenção. ?As captações dos bancos brasileiros em reais são sinais fortes de que há esse ataque contra o dólar, com procura dos investidores por outros ativos?, afirmou o analista. Depois do Banco Votorantim, na semana passada, abriram emissões externas em reais os bancos Bradesco (o equivalente a US$ 100 milhões), ABN Amro (US$ 50 milhões) e Unibanco (US$ 50 milhões).

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