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Inadimpl�ncia aumenta 12,6% em outubro

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A inadimplência entre as pessoas físicas voltou a crescer em outubro, após dois meses consecutivos em queda. Dados da Serasa mostram que houve aumento de 12,6% na inadimplência de setembro para outubro. Trata-se do segundo maior índice do ano, que perde somente para março, quando a alta atingiu 17,5%. O indicador da Serasa leva em conta todas as modalidades de inadimplência da economia brasileira, como registros de cheques devolvidos, títulos protestados, dívidas vencidas com bancos ou empresas de varejo, cartões de créditos e financeiras. Na comparação com outubro do ano passado, houve aumento de 8,3% na inadimplência de pessoas físicas. No acumulado do ano, o crescimento é de 1,6% em relação a igual período de 2003. Segundo a Serasa, as devoluções de cheques puxam o aumento da inadimplência no ano. De janeiro a outubro, os cheques devolvidos representaram 36% do total do indicador da pessoa física. O segundo maior índice na representatividade é o registro de inadimplência de cartões de crédito e financeiras, que no acumulado do ano teve participação de 33%, a mesma registrada em 2003. Para os técnicos da Serasa, o aumento da inadimplência entre pessoas físicas pode ser atribuído à queda da renda real dos trabalhadores e ao reajuste dos preços administrados (energia, telefonia e combustíveis), que onerou o orçamento das famílias. ?Apesar do crescimento econômico ter proporcionado uma elevação do número de vagas de emprego, esse fato ainda não se refletiu no aumento do poder aquisitivo. Outro aspecto a ser destacado é a elevação sucessiva da taxa básica de juros, que encareceu as modalidades de crédito ao consumidor?, divulgou a Serasa. A taxa de juro básica vem subindo desde setembro e está em 17,25% ao ano. À vista Na primeira semana de dezembro, as consultas ao sistema Telecheque aumentaram 10,5% em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Comercial de São Paulo. A alta, expressiva, mostra que os consumidores estão fugindo dos juros e optando pelo pagamento à vista (ou em pré-datados) para escapar do crediário. Ao mesmo tempo, as vendas parceladas cresceram, de acordo com a consulta ao Telecheque, apenas 1,4%. Otimistas, os comerciantes esperam que o movimento cresça com a proximidade do Natal, que deverá ser o melhor dos últimos cinco anos.

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