Economia
Nas prateleiras da ilegalidade Parece, mas n�o �
O mesmo tempo em que o consumidor considera um bom negócio comprar uma camisa falsificada do Flamengo ou um par de tênis que imita o último modelo da Nike, seu filho pode estar consumindo um leite em pó da marca Ninho que não saiu das fábricas da Nestlé. O comércio ilegal de produtos no Brasil esconde uma indústria capaz de reproduzir qualquer coisa, de torneiras a lâminas de barbear, passando por uma simples esponja de aço. Se de cara a pirataria e a falsificação não parecem ameaçadoras, que se pergunte a uma vítima de um acidente de automóvel, provocado pelo uso de autopeças falsificadas. A Associação Brasileira de Combate à Falsificação atua em todo o país denunciando fraudes, falsificações e sonegação fiscal, que são as três formas de se desenvolver uma concorrência desleal. Segundo Fernando Ramazzini, diretor da entidade, a pirataria está fortificada porque o consumidor procura o baratinho. Mas, em grande parte das vezes, o produto do comércio de rua é falso ou roubado, ou é um produto oriundo do exterior, tendo entrado ilegalmente no país. E o que é barato pode sair caro quando se compra um produto sem qualidade. ? Aparência por aparência, é o mesmo que pegar uma cópia de uma nota e apresentar como dinheiro. Mas não adianta se enganar. Essa pirataria e essa falsificação passaram a fazer parte do mercado da ilegalidade, que envolve roubo de carga, contrabando, subfaturamento, fraudes em exportações ? diz.