Economia
Tamanho do pa�s dificulta a��es
Por terra, as dimensões do país dificultam as operações, mas a Polícia Federal vem contabilizando resultados cada vez mais significativos no trabalho de repressão dos produtos que chegam ilegalmente, principalmente do Paraguai. Segundo Jerônimo José da Silva Jr., titular da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (Delefaz), somente de agosto a outubro deste ano, a Polícia Federal do Rio conseguiu apreender quatro toneladas de mercadorias ilegais que, se fossem originais, estariam avaliadas em R$ 10 milhões. As operações resultaram na prisão de 30 pessoas: ? As apreensões incluem material de informática, leitores ópticos de CDs, eletroeletrônicos, relógios e óculos. Conseguimos reter até 36 laptops de última geração. Segundo ele, as mercadorias ilegais são despejadas no Estado do Rio a partir de duas rotas. Uma delas passa pela região de Juiz de Fora, em Minas Gerais. A outra, perto de Aparecida, em São Paulo: ? Os ônibus vêm lotados de mercadorias até essas regiões, onde contratam caminhões e veículos menores para pulverizar a entrada dos produtos. Antes, usavam a rota Resende-Barra Mansa. Com a fiscalização, passaram a usar outros caminhos. Para o delegado, fechar a fronteira do Paraguai não impediria a entrada de mercadorias irregularmente: ? Temos mais de dois mil quilômetros de fronteira. Teríamos que ter um policial para cobrir cada dez ou 15 quilômetros. E pagaria o justo pelo pecador, com prejuízo para quem compra dentro do limite permitido por lei. O papel da Polícia Federal não é tanto combater esse trabalho de formiguinha, mas o grande fornecedor, que é o braço das organizações criminosas. Investigações já localizaram, na Baixada Fluminense, uma fábrica que só produzia selos para garrafas de whisky, que faziam a bebida parecer legal, como se tivesse pago imposto.