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Economia

Pirataria � vista

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Uma pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no fim de 2003, com 192 empresas de 24 setores, revelou que 91% têm seu faturamento prejudicado pela concorrência desleal. Nesse cenário, deixam de gerar 18 mil empregos, com uma perda de R$ 763 milhões por ano. Cerca de 60% dos entrevistados afirmaram que seriam prejudicados pela sonegação do concorrente e 34% pela pirataria. Para a maioria dos consumidores, a solução do problema estaria apenas nas mãos do governo. Na opinião de Paulo, se o governo desse um incentivo às lojas e cobrasse menos impostos, os empresários poderiam baratear os preços e atuar de igual para igual com quem vende produtos nas ruas. O administrador de empresas desempregado Mario Papa, de 50 anos, também defende a tese de que cabe ao poder público cobrar menos tributos das empresas legais. Ele não se importa se o que compra é fruto da informalidade. Não questiona a origem do produto. Pensa apenas no preço. Nem mesmo se preocupa com qualidade: ?Hoje em dia é tudo descartável. E se o produto é roubado, não me importa. Não fui eu que roubei?, disse o administrador de empresas, que há dois anos está desempregado e reconhece as dificuldades das empresas em gerar empregos formais, devido ao alto custo. Suas palavras refletem o pensamento da maioria, que não percebe que a pirataria e a falsificação são a ponta de uma cadeia maior: a do crime organizado, a das máfias que vivem da ilegalidade, a do desrespeito à propriedade intelectual e ao direito autoral.

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