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Taxa de juros deve encerrar ano em 17,75%

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O mês de dezembro pode ser o último período de aperto da política monetária. Economistas de diversas instituições financeiras domésticas e internacionais divulgaram relatórios que indicam o mesmo: o primeiro trimestre pode ser o início de uma parada técnica do Banco Central. Há um consenso quase total de que o Comitê de Política Monetária (Copom) vai elevar em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros, para 17,75%, na reunião da próxima semana. Motivos: a) tendência de inflação ainda não bate com a meta para 2005 (5,1%); b) expectativas colhidas pelo Relatório Focus continuam altas; c) persiste a possibilidade do repasse da alta dos preços do atacado para o varejo; d) a volatilidade dos preços do petróleo e do câmbio anima uma posição prudencial do Comitê, apesar da queda verificada para as cotações da commodity. Economistas também observam motivos significativos para o BC ?esperar e ver? os efeitos das últimas decisões do Copom, que ajustou a taxa Selic nas últimas três reuniões. A equipe técnica do Bradesco expressou opinião nesse sentido em boletim divulgado na última sexta-feira. Para os economistas do banco, há sinais de uma parada técnica pelos próximos quatro a seis meses. Para começar, as expectativas de inflação começam a convergir para as metas oficiais, após cinco semanas de rigidez. O incremento do Produto Interno Bruto (PIB) no trimestre passado não foi acima do esperado, o que indica uma economia crescendo dentro de seu potencial. Nesse sentido, ganha importância a queda na produção industrial em outubro. O patamar histórico do nível de capacidade instalada era um motivo de forte preocupação do BC e mesmo esse indicador mostra sinais de arrefecimento. A consultoria MCM nota que uma taxa de juros de 17,75% já é suficientemente alta para a economia brasileira, porque corresponde a um juro real de aproximadamente 12% (tendo como referência uma expectativa de IPCA de 5,8% para 2005).

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