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Rio ultrapassa SP e passa a �ter a 2a renda per capita

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Com crescimento de apenas 0,7% em 2002 ? abaixo da média nacional (1,9%) ? o Estado de São Paulo foi ultrapassado pelo Rio de Janeiro no ranking dos estados com maior renda per capita do país, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado de São Paulo ocupava até 2001 o segundo lugar no ranking, mas caiu para terceiro, com uma renda per capita de R$ 11.353 ? 0,9% menor do que em 2001. O fraco desempenho do PIB de São Paulo, que em termos absolutos ainda é o maior do país, se deve à indústria, que teve queda de 0,3% ? o peso do setor no Estado é de 40,6%. Em contrapartida, o Rio foi beneficiado pela alta de 4,4% do PIB, influenciada pelo bom desempenho da indústria petrolífera. Sua renda per capita subiu 3,2%, para R$ 11.459, em 2002. O resultado foi suficiente para colocar o Estado no segundo lugar do ranking, atrás apenas do Distrito Federal, cuja renda per capita ficou em R$ 16.361. Com o fraco crescimento de 2002, São Paulo perdeu espaço na economia do país. Sua participação no PIB cedeu de 33,4% para 32,06%. Como outros estados cresceram mais, é o mesmo que dizer que a economia paulista transferiu R$ 10,4 bilhões para outras áreas ? cada 1% do PIB de 2002 corresponde a R$ 13,1 bilhões. Numa perspectiva histórica, o PIB de São Paulo perde, ano a ano, participação no total. Representava 36,1% em 1985. De 1985 a 2002, a economia paulista cresceu 37%, menos do que a média nacional (51%). Outras economias maduras e diversificadas cresceram pouco: Rio de Janeiro (33%) e Pernambuco (38%). Já outras regiões do país com perfil mais agrícola e exportador ou estados emergentes, cuja população cresce a taxas maiores, tiveram expansão maior em 2002 e no acumulado desde 1985. Lideraram o crescimento do PIB, em 2002, os estados de Mato Grosso (9,5%) e Rondônia (9,2%). Ambos são novas fronteiras agrícolas e foram beneficiados pelo bom desempenho do agronegócio. Essa é a China brasileira, disse Frederico Cunha, técnico do IBGE. No período de 1995 a 2002, as maiores expansões foram registradas por Mato Grosso (258%), Amazonas (248%) e Roraima (140%). Nordeste A menor renda per capita ficou mais uma vez com o Maranhão (R$ 1.949), que teve um resultado um pouco abaixo do registrado pelo Piauí (R$ 2.113). A região Nordeste perdeu participação no PIB brasileiro (de 14,1% em 1985 para 13,5% em 2002), especialmente no período de 1985 a 1995, quando sofreu com secas muito severas, segundo o IBGE.

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