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Economia de AL � a que menos cresce

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PATRYCIA MONTEIRO O ano de 2002 foi particularmente difícil para as finanças brasileiras. O país, que já foi a oitava economia do planeta, sofreu rebaixamento e se tornou a décima segunda em dimensão mundial. As incertezas sobre a política econômica do Brasil - por causa das eleições - tiveram influência sobre o câmbio, fazendo com que o dólar atingisse a cotação recorde de R$ 4. O Banco Central fez na época várias intervenções no mercado para impedir que a alta desenfreada do dólar tivesse impacto sobre a inflação. Além disso, na conjuntura externa, a economia argentina entrou em colapso, contaminando negativamente a percepção sobre o futuro fiscal do Brasil, aumentando assim o risco-país. A bonança atual nos fez esquecer um pouco a tempestade de dois anos atrás. Entretanto, esta semana, esse período da economia foi relembrado graças ao levantamento sobre as Contas Regionais feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nele, percebemos que os índices de crescimento das regiões e estados foram bem tímidos em 2002 quando comparados com 2001. O Brasil teve variação de 1,9%, enquanto o Nordeste cresceu 2,5%. As regiões que mais tiveram impulso na economia naquele período foram a Norte, com 5,6%, e a Centro-Oeste, com 4,4% de variação. O bom desempenho delas se deveu principalmente aos resultados obtidos com a agropecuária. O Mato Grosso foi o que obteve melhor desempenho por causa do cultivo da soja que cresceu 23% no Estado. Por outro lado, observamos na pesquisa do IBGE que Alagoas foi a unidade da federação brasileira que teve o pior desempenho. A economia do Estado cresceu apenas 0,2% - abaixo das médias brasileira e regional. No Nordeste, a Bahia e o Piauí também ficaram abaixo da média nacional, com 1,2% e 0,6% respectivamente. No Estado baiano as quedas na Indústria da Transformação (-0,1%) e na Extrativa (-0,2%) tiveram impacto na economia. Já no Piauí e Alagoas, a agropecuária prejudicou um melhor desempenho. Mas, nas páginas seguintes, o leitor saberá por que o desempenho alagoano foi o mais fraco em 2002. E saberá também quais as razões que fizeram com que o Estado fosse perdendo aos poucos sua posição no ranking nacional do Produto Interno Bruto.

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