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Nº 5713
Economia

GASOLINA TEM AUMENTO PELA QUARTA SEMANA CONSECUTIVA EM AL

Levantamento da ANP na capital alagoana mostra que preço médio de revenda da gasolina comum é de R$ 4,93 e máximo de R$ 5,19

Por Tatianne Bandão | Edição do dia 10/11/2022 - Matéria atualizada em 10/11/2022 às 06h33

Apesar de não ter sido anunciado oficialmente pela Petrobras, o preço da gasolina subiu, pela quarta semana consecutiva, nos postos de combustíveis de Alagoas. No bairro do Farol, em Maceió, por exemplo, a gasolina é encontrada de R$ 4,97 a R$ 5,10. Mas, o valor é para pagamento à vista. Até a semana passada, a gasolina podia ser encontrada, em média, por R$ 4,84. A tendência é que ela chegue a R$ 5,15 na próxima semana.

De acordo com o levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), realizado de 30/10 a 05/11, nos 18 estabelecimentos visitados na capital alagoana, o preço médio de revenda da gasolina comum era de R$ 4,93 e máximo de R$ 5,19. Já a gasolina aditivada era revendida por R$ 5,25 e o etanol hidratado por R$ 3,67.

Nessa quarta-feira (9), a reportagem esteve em alguns estabelecimentos e constatou o aumento. Para pagamentos em dinheiro ou débito, o menor valor encontrado foi de R$ 4,97. A prazo, esse valor chega a R$ 5,25.

O preço médio do litro da gasolina vendido nos postos subiu em todo país, conforme a ANP. O preço médio do litro avançou de R$ 4,91 para R$ 4,98 na semana de 30 de outubro a 5 de novembro, uma alta de 1,42%. De acordo com a ANP, o valor máximo do combustível encontrado nos postos na semana passada foi de R$ 6,99.

O litro do etanol hidratado também subiu: passou de R$ 3,63 para R$ 3,70, um avanço de 1,92% na semana. Essa é a quinta alta seguida no preço do combustível, após cinco meses de queda. O valor mais alto encontrado pela agência nesta semana foi de R$ 6,19.

Já o diesel voltou a subir, após leve queda na semana anterior. O preço médio do litro subiu de R$ 6,56 para R$ 6,58, alta de 0,3%. O valor mais alto encontrado nesta semana foi de R$ 7,99.

Em junho, os preços do litro do diesel e da gasolina alcançaram os maiores valores nominais pagos pelos consumidores para os combustíveis desde que a ANP passou a fazer levantamento semanal de preços, em 2004.

As altas nos preços da gasolina e do diesel vendidos aos consumidores acontecem apesar de os combustíveis vendidos pela Petrobras às distribuidoras não sofrerem aumento desde junho.

DEFASAGEM

A Petrobras tem como política de preços a Paridade de Preço Internacional (PPI). O modelo determina que a estatal cobre, ao vender combustíveis para as distribuidoras brasileiras, preços compatíveis com os que são praticados no exterior.

Segundo os últimos cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem média no preço do diesel está em 8%, e no da gasolina, 3%. Isso significa que os preços da Petrobras ainda estão mais baratos em relação aos praticados no exterior.

QUEDA DE PREÇOS

Os preços dos combustíveis vinham sentindo o efeito da limitação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), adotada pelos estados após sanção do projeto que cria um teto para o imposto sobre itens como diesel, gasolina, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo.

Pelo texto, esses itens passam a ser classificados como essenciais e indispensáveis, o que impede que os estados cobrem taxa superior à alíquota geral, que varia de 17% a 18%, dependendo da localidade. Até então, os combustíveis e outros bens que o projeto beneficia eram considerados supérfluos e pagavam, em alguns estados, até 30% de ICMS.

Além disso, a Petrobras vinha promovendo sucessivos cortes nos preços de venda da gasolina e do diesel para as refinarias.

*Com informações do G1

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