Economia
Juros nos EUA sobem pela quinta vez consecutiva e somam 2,25%
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) anunciou ontem a elevação de sua taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para 2,25% ao ano. Foi o quinto aumento consecutivo desde junho. O banco vem fazendo elevações graduais de 0,25% por reunião em razão do reaquecimento, ainda que inconstante, da atividade econômica nos EUA. A ação era esperada pelos economistas e pelo mercado financeiro. Os indicadores econômicos recentes apontam para um reaquecimento da economia americana. O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA referente ao 3o trimestre foi revisado para cima e mostrou crescimento anual de 3,9%. Os dados sobre consumo também animam: as vendas no varejo registraram 0,5% de alta em novembro. O dólar em queda em relação ao euro, apesar de dificultar os investimentos estrangeiros nos EUA, favorece o setor produtivo, já que torna as exportações americanas mais competitivas. Por isso, o Fed vem apertando a política monetária para evitar que haja aumentos excessivos de preços. A inflação no país tem registrado altas moderadas, mas constantes. A grande pedra no sapato na economia dos EUA, no entanto, são os resultados modestos obtidos pelo governo americano sobre a criação de empregos. No mês passado foram criados 112 mil postos de trabalho, contra 303 mil criados em outubro. Mesmo o dado de outubro não é tão positivo, já que boa parte das vagas criadas era para serviços de limpeza e reconstrução no sudeste dos EUA, região atingida por uma série de furacões em setembro. Outro ponto fraco é a balança comercial. Os EUA vêm registrando seguidos déficits, com destaque para as trocas comerciais com a China. O déficit comercial americano em outubro, divulgado ontem, foi de US$ 55,5 bilhões.