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Brasil reage a salvaguardas e amea�a taxar produtos argentinos

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Caso a Argentina insista em impor mecanismos que restrinjam as importações de produtos brasileiros, o Brasil poderá aplicar barreiras similares às compras de trigo, arroz e cebola, entre outros produtos argentinos, informou a Câmara de Comércio Exterior (Camex). De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, o secretário-executivo Mário Mugnaini Júnior analisa possibilidades de restringir a entrada de produtos básicos do vizinho do Mercosul se salvaguardas contra produtos brasileiros forem adotadas. Um dos setores argentinos mais sensíveis a uma possível barreira de importação é o trigo. O Brasil é o maior importador do cereal argentino, com compras anuais próximas a 5 milhões de toneladas ? volume que equivale a pouco mais de US$ 600 milhões. Os agricultores do Rio Grande do Sul, o segundo maior produtor de trigo do país, que sofrem com a entrada do produto argentino a preços mais competitivos, elogiaram o posicionamento de Mugnaini, tornado público às vésperas do início da 17ª reunião de cúpula do Conselho do Mercosul, em Ouro Preto (Minas Gerais). ?Acho que o governo brasileiro está certo (em retaliar). Estamos sofrendo com a livre entrada do trigo argentino, que chega ao país com menos tributos e também menor valor de frete?, afirmou o presidente da Federação das Cooperativas do Rio Grande do Sul (Fecoagro), Rui Polidoro Pinto. A implementação de algum tipo de barreira à importação do trigo argentino é uma antiga reivindicação dos triticultores. Segundo o presidente da Fecoagro, há cerca de 20 dias representantes dos agricultores entregaram ao governo federal um documento solicitando a adoção da medida.

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