loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 23/07/2026 | Ano | Nº 6273
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Tesouro compra d�lar para pagar d�vida externa

Ouvir
Compartilhar

O Tesouro Nacional optou por fazer pequenas compras diárias de dólar no mercado para quitar seus compromissos de dívida externa. O Tesouro, no entanto, não informou qual o valor dessas compras. Para o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Paulo Valle, essa informação faz parte da estratégia do Tesouro e não há necessidade de divulgá-la. ?O Tesouro é um agente de mercado como outro qualquer?, disse. Ele informou apenas que, para o mercado, um valor de até US$ 100 milhões é pequeno. No mês passado, o BC anunciou que o Tesouro iria comprar dólares para o pagamento de compromissos da dívida externa. Do total dos US$ 2,998 bilhões que vencem até junho do ano que vem, o Tesouro tinha comprado US$ 566 milhões até outubro. Isso porque a compra pode ser feita com até seis meses de antecedência do vencimento da dívida. Esse dinheiro será usado para os pagamentos ao Clube de Paris e bradies - títulos que foram emitidos no início dos anos 90 durante a renegociação da dívida externa de países emergentes com problemas para honrar seus compromissos, entre eles o Brasil. A maior parte dos vencimentos, US$ 2,352 bilhões, ocorre entre janeiro e junho do ano que vem, sendo que o mês de abril concentra o maior valor: US$ 1,3 bilhão em bradies. Ou seja, o Tesouro já começou essa compra para aproveitar a baixa cotação do dólar. Antes, o Tesouro liquidava essas dívidas com recursos das reservas internacionais. A mudança de estratégia tem como objetivo beneficiar o nível das reservas, uma vez que não será feito nenhum saque. Indiretamente, a atitude, quando anunciada, foi interpretada como uma tentativa do governo se segurar a cotação do dólar ? já que a cotação muito baixa prejudica as exportações, reduzindo a competitividade dos produtos brasileiros. Este mês, o Banco Central voltou a comprar dólares no mercado para recompor as reservas - o que não fazia desde o início do ano. O anúncio também pressionou a cotação da moeda norte-americana, que estava em seu menor nível desde junho de 2002 (R$ 2,664 para venda). Ontem, o dólar foi negociado a R$ 2,75. A parcela de títulos públicos corrigidos pela variação do dólar caiu de 11,24% para 10,35% no mês passado. Essa redução aconteceu, principalmente, pelo resgate líquido de R$ 2,5 bilhões em títulos e pela valorização do real frente ao dólar, que foi de 4,4%. Desde o início da série, em 1999, o Brasil nunca teve um índice tão baixo de dívida cambial. Em dezembro de 2003, a exposição cambial era de 22,06%. Essa redução foi possível devido a menor volatilidade da taxa de câmbio ao longo do ano, as boas perspectivas dos agentes de mercado e à redução da dívida externa do setor privado. O fato de nenhuma parcela da dívida vinculada ao dólar ter sido rolada desde agosto também beneficiou essa queda. Neste ano, foram resgatados US$ 27,8 bilhões, de um vencimento total de US$ 29,1 bilhões. Esses valores incluem apenas o principal da dívida, sem juros. Em janeiro do ano que vem ocorre o maior vencimento mensal de títulos cambiais em 2005, que é de US$ 4 bilhões, dividido em quatro vencimentos. O primeiro ocorre no dia 3 de janeiro (US$ 1,4 bilhão). ?Vamos atingir todas as metas em termos de composição. A estratégia de aumentar a participação de pré-fixados continua?, disse Valle. No entanto, o Tesouro não conseguiu cumprir as metas relativas aos prazos de vencimento dos títulos.

Relacionadas