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Amorim minimiza atritos com Argentina

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Em suas primeiras declarações em Minas Gerais, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, procurou minimizar os atritos com a Argentina, dizendo que o Mercosul vive um bom momento e que os problemas com o país vizinho decorrem dos próprios avanços produzidos pelo bloco. Ao mesmo tempo, o chanceler evitou criar expectativas sobre os resultados a serem obtidos na reunião de ministros e na cúpula de Ouro Preto. ?Nós nos encontramos a cada seis meses. Os presidentes se vêem a cada seis meses. Não é de esperar que, a cada seis meses, você vá fazer uma revolução no Mercosul. Não vai nem deve?, afirmou Amorim, na abertura do I Fórum Empresarial do Mercosul, na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). O ministro disse que as divergências com a Argentina - que insiste na instauração de salvaguardas para frear as exportações brasileiras - são ?problemas naturais dentro de uma relação intensa?. Segundo ele, somente ?países que não têm relações intensas não têm problemas?. O chanceler destacou a rapidez com que o Mercosul se desenvolveu. Ele afirmou não ter notícias de um bloco econômico que tenha avançado tão rapidamente. ?Nós avançamos com a velocidade de um Concorde, e tendo, naturalmente, como somos países em desenvolvimento, as turbinas de um avião da Embraer, que é muito bom, mas que não estava ainda preparado para viajar duas vezes a velocidade do som, que foi o que nós efetivamente fizemos?, disse o ministro, de certa forma tropeçando na diplomacia, ao citar a fabricante de aviões brasileira, ícone das exportações do país, como exemplo de capacidade insuficiente para vôos mais arrojados. Amorim disse que os problemas com a Argentina estão sendo tratados de ?forma serena?. Ele lembrou a reunião realizada na sexta-feira passada entre os dois governos em Buenos Aires e a perspectiva de um novo encontro em janeiro. O chanceler destacou que o setor privado dos dois países também tem mantido reuniões. ?Temos que tratar de todos os problemas que existem no comércio do Brasil com a Argentina de maneira razoável, permitindo que continuemos a avançar no processo de integração, reconhecendo que há assimetrias que neste momento favorecem mais o Brasil, mas que poderão favorecer mais a Argentina ? como aconteceu no passado?, defendeu Amorim.

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